Água cinzenta corre na vala que passa junto ao Parque Industrial do Vale do Alecrim em direção à apelidada ribeira da Salgueirinha. População e empresários localizados junto ao percurso da vala queixam-se do mau cheiro, mosquitos e até ratazanas.

Na passada sexta-feira (5) a ETAR da Zona Industrial do Vale do Alecrim, na freguesia de Palmela, sofreu um incêndio na zona de desodorização, e as chamas rapidamente se propagaram às zonas de pré-tratamento e tratamento de lamas daquele equipamento de propriedade da empresa Simarsul.

O caudal de afluentes foi desviado e muito cedo a população e empresários começaram a sentir no local um cheiro nauseabundo deparando-se com uma água cinzenta que corre a céu aberto pela vala que é apelidada de ribeira da Salgueirinha.

O Diário do Distrito esteve no local e notou um mau cheiro em toda a zona de percurso da vala que sai do Parque Industrial do Vale do Alecrim atravessando a EN252 em direção a um lote de armazém por detrás da antiga Cerapa.

Os moradores que falaram com o nosso jornal queixam-se ainda dos mosquitos e ratazanas que saem da vala.

O Diário do Distrito pediu junto da Simarsul mais esclarecimentos sobre o sucedido e a empresa do Grupo Águas de Portugal enviou uma nota de imprensa onde confirma a existência do incidente que ocorreu na passada sexta-feira, adiantando que «a ocorrência foi acompanhada pela GNR e com a intervenção dos bombeiros de Palmela e Pinhal Novo».

A informação refere ainda que «os danos nas instalações elétricas da estação elevatória inicial causaram o desvio do caudal afluente à ETAR», e que «os trabalhos de análise e de reparação dos danos foram prontamente iniciados no próprio dia da ocorrência».
A empresa dá nota ainda de que o «retomar do tratamento dos afluentes podem ficar concluídas no final da semana», mas não existe ainda uma previsão para concluir a reparação total nos danos causados.

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