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Palmela faz história: Feira Medieval leva-nos ao século XIV

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A vila de Palmela recebeu este fim-de-semana mais uma edição da Feira Medieval, precisamente dois anos depois de uma paragem em 2020 devido à pandemia.

O certame que teve a sua primeira edição em 2014, tem como objetivo juntar não só a vertente medieval com todas vestes e tradições doutras épocas, mas também o artesanato, com uma mostra (e venda) de artigos típicos portugueses, associados na sua maioria à vertente histórica.

A organização é da Câmara Municipal de Palmela, mas a história fica a cargo de Agape-Grande Aventura, Espada Lusitana e Cavaleiros de Ribadouro, que protagonizam os espetáculos e toda a envolvência.

Este ano, a proposta foi para recuar até ao século XIV, onde os espetáculos recriaram o ato de um jovem nobre
se armar cavaleiro, momento com um significado especial na sociedade da época, constituindo-se
como um festim, com torneios e repasto abertos à população. Uma “viagem no tempo” até ao ano de 1330, em que o jovem escudeiro Afonso Gomes, irmão do Comendador de Palmela, Lourenço Gomes Teixeira, é armado cavaleiro e demonstra as suas qualidades num torneio.

   

E é D.Pedro que arma Afonso Gomes e o torna Cavaleiro da Ordem de Santiago. Ao mesmo tempo apresenta e é júri dos torneios: os torneios a que “as nobres gentes de Palmela assistiram”.

D.Pedro, é Pedro Cardoso da empresa Agape-Grande Aventura que está habituado a correr o país e mostrar a história da nossa história. Fazer este tipo de eventos “é um misto de desafios” explica, porque “é preciso conhecer a nossa história e os nossos antepassados, e principalmente de acordo com cada localidade em que a feira é realizada, perceber o contexto, e o que fez a história dessa cidade ou vila”. “Conciliar a recriação histórica com o espetáculo é o mais desafiante, e depois sentir o público vibrar, é o melhor que se pode levar de cada evento”, acrescenta Pedro Cardoso, que lembra ainda que “em Palmela, devem ter estado entre 150 a 200 pessoas em cada torneio, e habitualmente podem estar 2.000 ou 3.000”.

O Diário do Distrito teve também a oportunidade de conversar com “D.Afonso Gomes”, e com os restantes cavaleiros e “homens de armas” (Cavaleiros de Ribadouro), para perceber que sentimento levam estes homens destas personagens: a opinião é praticamente unânime quando dizem que “é uma experiência pedagógica que exige um estudo aprofundado sobre a história”.

Estas “feiras medievais não se fazem apenas de recriações históricas”, mas também de “espectáculos que dão um gosto tremendo, sobretudo quando há toda uma plateia de gente das mais diversas idades a assistir e a vibrar”, afirmam. Os Cavaleiros de Ribadouro sublinham ainda que “a par do gozo de poder andar pelo país a fazer história, e agarrar na nossa história, é uma constante aprendizagem”.

Sobre o voltar ao terreno e a ver de novo o público, todos os “cavaleiros e homens de armas” concordam: “é um alívio finalmente estar de volta… e é o culminar dos sacríficios ao longos destes tempos, que agora permite fazer voltar a fazer o que tanto gostamos!”

Ordem de Santiago de Palmela

A Ordem de Santiago radicou-se em Palmela desde o século XII, e entre os finais do século XV e 1834 – data da extinção das Ordens Religiosas -, manteve sede no castelo. A forte ligação da vila e da fortificação à milícia santiaguista constituiu o ponto de partida para o desenvolvimento de um trabalho do Município, em torno da temática das Ordens Militares.

Desde 1989, com a realização do I Encontro sobre Ordens Militares que várias dinâmicas fazem anualmente parte do calendário de atividades do Município, como recriações históricas, encontros, cursos, exposições, publicações e incentivo à investigação sobre Ordens Militares em geral, e à de Santigo em particular, e também iniciativas no domínio da Castelologia.

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Saiba mais sobre este tema através do Gabinete de Estudos sobre a Ordem de Santiago.

Pode também recuar no tempo através do Arquivo Nacional da Torre do Tombo.

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