PalmelaReportagem

Palmela assinalou 94.º aniversário da Restauração do concelho

Restauradores de Palmela relembrados este domingo

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Como acontece a cada dia 1 de Novembro, é assinalado em Palmela o Dia da Restauração do Concelho, este ano celebrando o 94.º aniversário da data que assinala o fim do processo de luta protagonizada pela Comissão Pró-Restauração do Concelho de Palmela durante a década vinte do século passado.

Este ano, devido à pandemia de covid19, as cerimónias tiveram um carácter mais simbólico, sem a presença das habituais fanfarras e com discursos muito curtos.

O primeiro momento teve lugar no Jardim Joaquim José de Carvalho, com a habitual Homenagem Póstuma aos Restauradores do Concelho de Palmela e aos Mortos em Combate na I Grande Guerra Mundial, com deposição de flores junto ao Monumento a Joaquim José de Carvalho e aos Combatentes da I Grande Guerra, numa organização do Grupo dos Amigos do Concelho de Palmela com a Câmara Municipal.

Jorge Mares, presidente da Junta de Freguesia de Palmela destacou “o momento difícil que vivemos, mas não podíamos deixar de assinalar este momento tão significativo para o concelho.

Todos os anos aqui é falada a história que levou à restauração do concelho de Palmela, e é um tema que não se esgota, porque a luta desses homens e mulheres é também um ensinamento que nos instiga à luta pela nossa terra e pelo concelho, e pela sua valorização”.

Em relação às celebrações, Jorge Mares deixou um toque de esperança para o próximo ano, em que a Restauração do Concelho irá assinalar o 95.º aniversário.

“Em 2021 iremos estar a festejar 95 anos da Restauração. E acredito que o faremos de forma diferente da deste ano, com festa e fanfarra. Temos todos de ter esperança de que a situação irá melhorar, mas para isso também cada um terá de fazer a sua parte, para evitar mais constrangimentos.”

Também com umas ‘notas telegráficas’, Álvaro Amaro, presidente da Câmara Municipal de Palmela relembrou os “constrangimentos que hoje vivemos, e que não permitem que este dia seja assinalado como tem sido, mas apesar de tudo não poderíamos deixar de estar aqui para invocar a memória da Restauração, que tem sempre um significado muito profundo.

Essa memória também nos instiga a continuar a fazer mais por Palmela, a lutar por um concelho melhor pelo exemplo que os restauradores nos deixaram e do que fizeram por Palmela.”

Álvaro Amaro tocou referiu ainda “a luta que mantemos pela reposição das cinco freguesias do concelho” e também “o trabalho que temos desenvolvido para manter o concelho como um eixo de desenvolvimento estratégico”, embora admitindo que se avizinha “um futuro muito desafiante”.

Também o autarca demonstrou confiança para o futuro, assumindo que “para o ano, porque a vida tem de continuar apesar da pandemia, a festa dos 95 anos da Restauração será feita, inspirando-nos no exemplo que os nossos antepassados nos deixaram.”

Seguiu-se a deposição de flores junto ao Monumento a Joaquim José de Carvalho e aos Combatentes da I Grande Guerra, com um minuto de silêncio em cada um dos momentos.

No Pinhal Novo teve depois lugar a inauguração do Monumento Arco da Ponte, situado originalmente na Rua de Olivença, naquela localidade, e que foi edificado nos anos 30 do séc. XX, tendo sido desmantelado há 18 anos, no âmbito das obras de eletrificação da via férrea.

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Considerando ser este conjunto de elementos um referencial de memória da comunidade, a Câmara Municipal de Palmela lançou o convite a três artistas locais, Kim Prisu, João Palmela e Pedro Botelho, para a construção de um memorial do Arco da Ponte, que representa a ligação entre dois espaços e dois tempos: o urbano e o rural, o passado e o presente.

Durante a tarde de hoje foram publicados, nos canis digitais do município, os vídeos comemorativos do 25.º Aniversário dos Programas Municipais Desportivos de Judo e Basquetebol.


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