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Países começam a debater obrigatoriedade de vacina contra a Covid-19

Opiniões dividem-se sobre a obrigatoriedade da vacina.

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A Austrália e os Estados Unidos lançaram esta semana o debate sobre a sua aplicação obrigatória para conter o coronavírus.

O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, disse numa entrevista a uma emissora de rádio que ser vacinado deveria “ser obrigatório”.

“Há sempre exceções à vacina, por motivos médicos, mas devem ser as únicas”, acrescentou o governante, acrescentando que “estamos a falar de uma pandemia que destruiu a economia mundial e causou centenas de milhares de mortes”.

Já o epidemiologista e assessor da Casa Branca, Anthony Fauci, disse que quando houver uma vacina contra o novo coronavírus, a sua aplicação não será exigida pelo governo dos Estados Unidos, embora se possa tornar obrigatória para crianças, segundo as leis locais.

“Não se pode impor ou tentar forçar ninguém a tomar uma vacina. Nunca fizemos isso”, afirmou Fauci durante uma videoconferência com a Universidade George Washington.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 168 possíveis vacinas estão a ser desenvolvidas, mas até ao momento nenhuma está pronta para ser comercializada.

Nos Estados Unidos, o laboratório Moderna tem um dos projetos mais avançados, na fase 3 de testes clínicos em humanos, última etapa antes da comercialização.

Paralelamente, uma vacina chinesa será testada em breve no Paquistão e na Arábia Saudita, na sua terceira fase de testes clínicos.

O Brasil, segundo país do mundo mais atingido pela pandemia, com pouco mais de 3,45 milhões de infecções e 111.100 mortes, aprovou na terça-feira os testes clínicos finais de uma vacina experimental.

Cuba iniciará os ensaios clínicos em seres humanos na próxima semana para o seu projeto de vacinas “Sovereign 01”, cujos resultados estão programados para fevereiro de 2021.

Nessa corrida acelerada, a OMS convocou os seus países membros a aderirem ao programa de acesso às vacinas e, assim, lutar contra o “nacionalismo das vacinas”.

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