Alcochete

Padre Cruz mais próximo da beatificação

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O padre jesuíta, natural de Alcochete, está um passo mais próximo da beatificação.

A sessão de clausura do processo diocesano teve lugar esta quinta-feira, 17 de dezembro, na igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa.

O Patriarcado de Lisboa deu por concluído o processo diocesano supletivo para a causa de beatificação do Servo de Deus Francisco Rodrigues da Cruz (conhecido como “Padre Cruz”).

O processo de canonização do Padre Cruz teve início a 10 de março de 1951 e a fase diocesana decorreu até 18 setembro de 1965; mais tarde, «sendo necessário completar aquele processo com os elementos requeridos pelas novas normas para a instrução dos processos de canonização», foi nomeado um novo Tribunal, em setembro de 2009.

O Patriarcado de Lisboa informa em comunicado que, entre março e maio de 2011 foram «ouvidos os testemunhos sobre as virtudes heroicas do Servo de Deus» e a Comissão Histórica entregou em outubro de 2019 os documentos e a sua análise crítica.

Após a clausura do processo supletivo, este será apresentado à Congregação para as Causas dos Santos (Santa Sé) pelo postulador da Companhia de Jesus, padre Pascual Cebollada.

Francisco Rodrigues da Cruz, quarto filho de Manuel da Cruz e Catarina de Oliveira da Cruz, era natural da vila de Alcochete, onde nasceu a 29 de julho de 1859; concluídos os estudos secundários, seguiu para Coimbra, onde se formou em Teologia na Universidade de Coimbra em 1880, ordenando-se sacerdote em 1882.

O Padre Cruz entrou para a Companhia de Jesus a 3 de dezembro de 1940; conhecido popularmente como ‘Santo Padre Cruz’, faleceu a 1 de outubro de 1948, aos 80 anos de idade, “numa altura em que já tinha uma vida de santidade e um apostolado intenso”, como sublinha o padre António Júlio Trigueiros, presidente da Comissão Histórica.

Processo de canonização

A tramitação do processo relativo a um católico morto com fama de santo passa por etapas bem distintas.

Aos bispos diocesanos compete o direito de investigar acerca da vida, virtudes ou martírio e fama de santidade ou de martírio, milagres aduzidos, e ainda, se for o caso, do culto antigo do Servo de Deus, cuja canonização se pede.

Este levantamento de informações é enviado à Santa Sé: se o exame dos documentos for positivo, o “servo de Deus” é proclamado “venerável”.

A segunda etapa do processo consiste no exame dos milagres atribuídos à intercessão do “venerável”; se um destes milagres é considerado autêntico, o “venerável” é considerado “beato”.

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Quando após a beatificação se verifica um outro milagre devidamente reconhecido, o beato é proclamado “santo”.

A canonização, ato reservado ao Papa, é a confirmação por parte da Igreja de que um fiel católico é digno de culto público universal (no caso dos beatos, o culto é diocesano) e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

JM c/Agência Ecclesia


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