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Organização Sindical dos Polícias/PSP contra medidas de ‘lápis azul’ nas redes sociais

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O anúncio feito pela inspectora-geral da Administração Interna, Anabela Cabral Ferreira, de que está a ser preparado um plano de execução imediata de controlo sobre os comentários e postagens nas redes sociais por parte de elementos das autoridades, está a causar indignação.

A Organização Sindical dos Polícias/PSP (OSP/PSP) emitiu um comunicado no qual refere que «é com grande preocupação que temos vindo a verificar  que aos poucos, o regresso do não saudoso ‘lápis azul’ vem de «mansinho» a ser aplicado, nomeadamente por aqueles que são acérrimos defensores dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, concretamente no que diz respeito à liberdade de expressão».

A OSP demonstra ainda preocupação de que esta decisão «venha a ter uma interpretação extensiva que ponha em causa o direito à exposição da opinião dos polícias, que limite as suas reivindicações, que não lhes permita demonstrar o ‘outro lado’ de diversas situações , quase sempre deixado no desconhecimento da opinião pública», e que as denúncias referentes às «injustiças aplicadas às forças de segurança fiquem sem liberdade de expressão».

Para a OSP são estes «tempos curiosos» uma vez que o Governo demonstra preocupação com a opinião de alguns «e depois assistimos a comentadores líderes de opinião, confortavelmente sentados nas suas cadeiras, a fazer julgamentos na praça pública sem qualquer conhecimento  de causa ou escrutínio sobre ações policiais» ou os casos em que são os deputados «com assento na Assembleia da República que venham tecer comentários públicos recorrentes depreciativos das forças de segurança sem se inteirarem do facto ocorrido ou se importarem minimamente em ouvir os dois lados envolvidos porque isso não se coaduna com as suas posições políticas».

A OSP/PSP afirma posicionar-se «absolutamente contra qualquer forma de discriminação, e que tem total confiança nos Polícias deste país que cada vez mais, face a todas as contrariedades, provenientes do meio político e da própria tutela, honra permanentemente a sua “camisola”, zelando diariamente pela segurança interna dos cidadãos».

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