Ordem dos Médicos preocupada com doentes não Covid-19

A Ordem dos Médicos demonstra preocupação face aos indicadores sobre o excesso de morbilidade e mortalidade e algumas situações concretas de doentes.

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A Ordem dos Médicos recomendou a reprogramação das agendas, salvaguardando os casos prioritários ou urgentes, perante o combate à pandemia da COVID-19, que obrigou a uma reorganização dos hospitais e centros de saúde.

Isto passou pelo adiamento de exames, consultas e cirurgias programadas, no entanto a Ordem dos Médicos demonstra agora preocupação face aos indicadores sobre o excesso de morbilidade e mortalidade e algumas situações concretas de doentes.

Estes indicadores demostram que os doentes não COVID-19, por falta de estratégia e organização da tutela, estão a ser relegados para segundo plano em patologias que não podem esperar, segundo o Bastonário da Ordem.

E aponta como exemplo o diagnóstico, tratamento e/ou seguimento com exames complementares de doentes oncológicos, de doentes transplantados ou a aguardar transplante, de doenças neurológicas, de outras doenças crónicas como doenças autoimunes, insuficiência cardíaca, DPOC, doenças inflamatórias, intestinais, insuficiência renal, diabetes, etc. «doenças que podem descompensar rapidamente, em doentes com medo da COVID-19 e sem alternativa fácil a cuidados de saúde».

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