Ordem denuncia que médicos em contacto com covid-19 não foram testados

A Ordem dos Médicos denuncia que mais de 47% dos médicos que tiveram contacto com um caso de COVID-19 nunca foram submetidos a qualquer teste.

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A Ordem dos Médicos denuncia que mais de 47% dos médicos que tiveram contacto com um caso de COVID-19, considerados suspeitos de infeção pelo novo coronavírus ou com sintomatologia compatível com a doença nunca foram submetidos a qualquer teste.

Estas são as conclusões do inquérito ‘Identificação da exposição dos médicos ao SARS-CoV-2’ cuja recolha de dados decorreu entre os dias 8 e 14 de abril e contou com a resposta de 6613 médicos, por iniciativa da Ordem dos Médicos «perante a escassez ou inconsistência de dados partilhados pelas autoridades de saúde».

De entre os médicos que fizeram um teste, mesmo assim cerca de 19% tiveram de esperar sete ou mais dias pela sua realização e 21% esperaram entre três e seis dias. Só 59% viram o procedimento concretizado em menos de três dias.

«Os resultados que encontrámos com este trabalho exploratório vão ao encontro de uma das preocupações que temos vindo a manifestar» refere o comunicado da Ordem.

Na altura que decorreu o inquérito, perto de 3% dos médicos que responderam estavam ou já tinham estado infetados peloSARS-CoV-2. Cerca de 6% estavam também impedidos de trabalhar por diagnóstico positivo ou quarentena de qualquer tipologia (a aguardar teste, sem realização de teste ou sem sintomatologia, mas com contacto de risco).

As conclusões indicam que a anestesiologia, a medicina geral e familiar, a medicina interna e a pediatria foram as especialidades mais afetadas, representando 51% do total.

Já os médicos internos representaram 8,2% do total.

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