Oposição chumba Relatório de Contas da autarquia do Seixal

Com os votos contra do PS, PSD, CDS-PP e PAN, a abstenção do BE e os votos favoráveis apenas da CDU, foi chumbado na Assembleia Municipal do Seixal o Relatório de Contas referente a 2018.

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Depois do chumbo do Orçamento para 2019 da Câmara Municipal do Seixal, conforme o Diário do Distrito noticiou, foi a vez da oposição na autarquia comunista chumbar o relatório de atividades e prestação de contas do exercício de 2018, pela primeira vez na história da gestão autárquica do concelho.

Joaquim Santos apresentou várias obras que o município realizou durante esse período “num elevado investimento por parte da autarquia” e apontou ainda a redução da taxa do IMI e “o resultado do exercício positivo em mais de 14 Milhões de euros”.

No entanto os argumentos não convenceram os partidos de oposição e numa Assembleia Municipal que se prolongou por duas noites, as contas referentes a 2018 foram chumbadas pelo PS, PSD, CDS-PP, PAN e Movimento Somos Fernão Ferro, contando apenas com os votos favoráveis da CDU e a abstenção do BE.

O documento apresentado mereceu fortes críticas de todos os partidos da oposição, incluindo o BE, pela falta de visão apresentada, ‘que se limita a remendos’, as ‘eternas promessas’ e ainda a ‘verba faraónica/despesismo destravado, com marketing e publicidade’.

Os eleitos criticaram ainda a ‘falta de capacidade negocial’ do presidente Joaquim Santos e do executivo CDU, para proporem um novo orçamento, acusando-o de ‘ditador’, e de ter uma postura do ‘quero, posso e mando’.

O deputado municipal Samuel Cruz (PS) considerou que “o orçamento e a prestação de contas são duas faces da mesma moeda e a CDU não executou o seu orçamento de 2018 e por isso nos apresentou um elevado saldo de gerência”, propondo que esse valor seja utilizado para a compra do edifício dos Serviços Operacionais.

Rui Belchior Pereira, (PSD) listou as obras “prometidas há anos, como as piscinas de Paio Pires, que novamente não foram construídas”, salientando que “para a não execução dos projectos há sempre um problema, ou é o empreiteiro que é mau e não tem condições para executar o trabalho, ou é o Tribunal de Contas que não decide e não se despacha, ou a culpa é do governo central que apoiam há 4 anos seguidos, ou ainda a culpa é da oposição que forma uma coligação negativa e não aprovou o orçamento”.

Vítor Cavalinhos, (BE), fez uma análise do relatório, “mas chegamos à conclusão de que muito do que foi prometido está ainda por fazer, com promessas que se vão repetindo nas GOP e vão sendo adiadas”.

Carlos Reis, presidente da Junta de Freguesia de Fernão Ferro eleito pelo Movimento Somos Fernão Ferro, criticou a forma como o executivo aplicou verbas camarárias e a falta de pagamento à Junta de Freguesia por via das delegações de competências num valor que ascende aos 96 mil euros, relembrando ainda que “a CDU já chumbou um orçamento à Junta de Freguesia de Fernão Ferro”.

Da parte do PAN, André Nunes criticou a falta de negociação do executivo CDU com a oposição “optando por uma postura de vitimização perante a opinião pública”, e por não ter “implementado as medidas da oposição a que se comprometera na discussão do orçamento para 2018”, entre elas “em matéria animal, já por si pouco exigente do pouco que havia para fazer pouco foi feito”.

Na sua intervenção, João Rebelo, (CDS-PP) relembrou que o partido havia chumbado o orçamento “e a única possibilidade de alterar o sentido de voto era a CDU fazer algo de diferente, com uma execução excepcional dos projectos que apresentou para 2018, mas a execução deste relatório de actividades demonstra mais do mesmo da gestão da CDU”, lamentando a “falta de visão de fundo, limitando-se a remendos e resolução de problemas” .

No final, Joaquim Santos lamentou a postura da oposição, considerando que o Relatório não teria matéria passível de chumbo, “mas será mais uma posição que terão de explicar à população e que será sem dúvida penalizada nas próximas eleições”, garantindo que o actual executivo irá continuar a trabalhar em prol da população do Seixal.

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