OPINIÃO – Uma gota de água num mar de desinvestimento público

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Esta semana, um artigo de opinião de Pedro Ribeiro, elemento da JSD Seixal.

Foi na manhã do dia 11 de Janeiro de 2019 que os alunos da Escola Secundária Manuel Cargaleiro disseram BASTA e manifestaram-se na porta da escola contra a falta de condições deste estabelecimento de ensino no Fogueteiro, Seixal.

Em comunicado a comunicação social a Associação de Estudantes reitera ‘’como todos nós sabemos tem faltado às escolas investimento por parte dos sucessivos Governos PS, PSD e CDS’’

Os problemas deste estabelecimento não são recentes e infelizmente não são caso isolado no nosso país. Desde telheiros de Amianto partidos, falta de funcionários – encerrando assim vários serviços da escola – problemas de infraestrutura – como a deterioração dos pavilhões o que resulta na entrada de água no pavilhão e educação física – ou até problemas a nível da canalização tendo a água substâncias químicas que a deixam esbranquiçada.

Os alunos querem que o Governo Português tome responsabilidades pela falta de financiamento na escola pública.

Com as cativações em alta, cerca de 2000 milhões em apenas três anos de Governo da geringonça contra 1950 milhões em cinco anos do Governo PSD-CDS, os serviços públicos (onde a educação está incluída) saem descapitalizados mais do que nunca, mesmo em tempos de crise econômica.

Mas afinal o que são as cativações?

As cativações são a maneira do Ministro das Finanças reduzir (falsamente) a despesa e o défice público. Mas o que não se sabe é que as cativações adiam a despesa dos serviços públicos para o ano seguinte, deixando assim estes serviços descapitalizados podendo afetar o seu funcionamento ou chegar mesmo a fechar serviços. O problema é que a geringonça vêm a adiar estas despesas desde o início da legislatura fazendo com que o estado dos serviços públicos esteja neste momento tão degradado como nunca.

Os alarmes soam no Ministério da Educação, com os diretores das escolas a avisarem para a falta de pessoal não docente e para os riscos que esta descapitalização humana representa, a esquerda está surda.

Os gastos com pessoal consomem mais de 70% do orçamento do Ministério da Educação qualquer reforço de pessoal irá desequilibrar a balança. Apesar do problema de falta de pessoal se arrastar há anos a sua gestão dificultou-se ainda mais após a passagem do regime de 40 para 35 horas semanais em toda a função pública tendo o Ministério não contratado funcionários suficientes para as escolas.

Estará mesmo o  estado do país e dos serviços públicos melhor com este Governo como António Costa garante ou o Primeiro Ministro vive numa realidade paralela à dos portugueses?

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