Opinião

OPINIÃO – Um (grave) problema chamado Transtejo

Esta semana, um artigo de opinião de Sara Machado Gomes, presidente da Comissão Concelhia do CDS-PP Almada.

Com o passar do tempo é notório a degradação do serviço de transporte fluvial por parte da Transtejo. Essa degradação leva a que seja também cada vez mais notório não só o desespero por parte dos utentes de Almada do mesmo meio de transporte, mas ao mesmo tempo, começa-se a instalar um grande mal-estar entre os passageiros e a empresa pública que gere esta travessia.

Quando era expectável uma melhoria desse serviço, eis que, de dia para dia, o mesmo degrada-se a olhos vistos quer em termos de qualidade quer mesmo em termos de segurança.

Horários que não são cumpridos, carreiras suprimidas, falta de higiene e limpeza nos barcos, filas intermináveis de espera (às horas de ponta agudiza-se ainda mais), barcos que avariam constantemente, novos barcos tardam em chegar, verbas cativas, pontões por reabilitar, terminal de Cacilhas por renovar entre outros problemas com que se deparam utentes e trabalhadores da Transtejo, sem que se aviste o fim do problema ou pelo menos, algum plano ou algumas melhorias de recurso que possam minimizar o problema no imediato.

A tudo isto, o CDS-PP Almada tem vindo a contestar e a exigir em nome da qualidade da prestação do serviço, e, sobretudo, da segurança dos utentes e dos trabalhadores, que o conselho de administração da Transtejo faça pressão junto da tutela, a fim de dar uma resolução atempada ao transporte fluvial entre as duas margens do Rio Tejo, em concreto, entre Cacilhas e o Cais do Sodré e a Trafaria e Belém.

Os almadenses todos os meses cumprem escrupulosamente o ritual de compra de um título de transporte dispendioso, como está previsto no contrato de serviço de transporte da Transtejo no capítulo dos deveres e regras de utilização do mesmo meio de transporte.

A meu ver, se essa exigência é cumprida por parte dos passageiros todos os meses, e acredito que muitos sem alternativa e com grande sacrifício, por que razão a Transtejo não cumpre com a sua parte?

Exigem-se mudanças urgentes sob pena de estar colocado em risco a continuidade do próprio serviço de transporte fluvial entre Almada e Lisboa.

 



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