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OPINIÃO – Quem tramou a CDU (no Seixal)?

Esta semana um artigo de opinião de André Nunes, deputado municipal na Assembleia Municipal do Seixal, eleito pelo PAN.

O orçamento para 2019 foi, como muitos já sabem, chumbado pela oposição, algo inédito em mais de quarenta anos de democracia.

Tal facto deve-se, no essencial, à perda de maioria na Assembleia Municipal, perda essa que resultou de umas autárquicas, em 2017, onde a oposição representada na Assembleia teve, ao todo, perto de quinze mil votos a mais.

Do debate que antecedeu a votação do orçamento resultou claro que, durante as próximas semanas, a estratégia da CDU passará por contra-informação – como já se vê em certos grupos nas redes sociais – e uma tentativa de vitimização perante a opinião pública com tentativa de responsabilização da oposição.

É caso para perguntar: quem tramou a CDU?

No nosso entender a CDU tramou-se a ela própria. Fê-lo quando, ao longo de décadas, votou o concelho ao marasmo (convém não esquecer que são a força que gere a Câmara Municipal do Seixal desde que há democracia); fê-lo também quando, de forma altiva, se permitiu a continuar a governar o Município como se estivesse ainda em maioria e, pior, fê-lo, de forma insultuosa, quando insistiu em querer apresentar um orçamento maquilhado com investimentos hipotéticos que, até prova em contrário, não passarão do papel.

Não entender, como aparentemente não entenderam – o que se extrai pela forma insultuosa como os Senhores Presidentes de Câmara e da Assembleia Municipal desferiram ameaças à oposição, garantindo que a população iria ter conhecimento do que tinha acabado de acontecer – é apenas mais uma prova de como esta CDU não convive bem com o novo mapa político do concelho e de como ainda não percebeu que, ou muda o registo e aceita que os tempos são outros, ou acabará por perder o pouco espaço de manobra que ainda tem.

Por outras palavras, o que a CDU deveria estar neste momento a questionar-se é por que razão, depois de em 2017 ter perdido o protagonismo que sempre tivera, viu agora o seu orçamento chumbado, sendo que, ao invés de estar à procura de bodes expiatórios, deveria antes fazer um exercício de reflexão sobre convergência de políticas com a oposição.

Não me parece que estejam disponíveis para isso.



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