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OPINIÃO – Brasileiros e Brasileiras Pelo Mundo – Agora ou Nunca

Um artigo de opinião de Antônia X.

Eleições segundo turno.

Mudar-se do Brasil para outras realidades culturais no exterior, não é fácil. Mesmo em se tratando de realidades onde falemos a mesma língua.

Imaginemos então as realidades onde línguas e culturas são radicalmente diferentes das nossas. Quem vive no exterior sabe muito bem que nem tudo é maravilhoso fora do Brasil. Violências existem em toda parte.

Muitas vezes não vemos certas violências estampadas diante de nossas faces como decorre em diversos territórios brasileiros, mas sentimos violências que mostram-se subtis, porque são operadas no campo do politicamente correto. Tais violências subtis vão matando as pessoas migrantes diariamente, corroendo-as, sacrificando-as. Muitas delas nem sequer conseguem compreender porque começam a definhar.

No entanto, por mais anos que vivamos longe do Brasil, seremos sempre brasileiros ou brasileiras.

É certo que quem parte do Brasil em criança mais facilmente se esquece de suas primeiras vivências, mas quem parte enquanto adolescente ou enquanto adulto levará consigo cravado no seu corpo, o Brasil. Terá sempre memórias para se confortar nos momentos difíceis longe de sua terra brasileira de origem.

Do Achamento às primeiras Fundações. Da Monarquia às Repúblicas. Da Ditadura à Redemocratização, até aos tempos atuais, o Brasil sempre foi um território propício para crises. Do grego Krísis, crise trata-se de um movimento decisivo: a partir dele nada poderá voltar a ser como antes. Por mais que queiramos nos livrar das crises, elas poderão ser-nos vitais.

A crise humanitária/social/política atual que vivemos no Brasil, onde estamos defrontados com uma luta de classes como nunca antes tinha ficado explícita, demonstra-nos que este é o momento onde poderemos refletir sobre o presente e sobre o futuro do nosso povo.

A não esquecer jamais: um povo constituído por índios, negros, europeus, asiáticos. Necessitamos urgentemente de exercitar a razão, e agir coerentemente nas eleições do segundo turno, afim de contrariar a tendência ao abismo que nos relembra o golpe de Estado de 64, que foi apoiado por uma grande parte da população civil elitista e que mergulhou o Brasil em longos anos de torturas e de alienação. Atenção: tempos onde a corrupção se demonstrara igualmente viva.

Talvez encarar o Brasil como ele é, como ele está, e assumir a árdua tarefa em reconstrui-lo, não seja uma utopia.

A qualidade de vida das pessoas só poderá ser transformada através do acesso à educação. Uma educação voltada para os direitos humanos. Uma educação voltada para o amor universal. Uma educação voltada para a proteção e salvaguarda ambiental. Para a proteção animal. Para a solidariedade social. Onde todos na sociedade importam. Sejam pobres ou ricos, dado que todos são humanos.

Certamente não será através da violência que os males civilizacionais que decorrem no Brasil serão extintos.

Gandhi deixou-nos uma grande lição que poucos de nós tentamos exercitar: a lição da não-violência contra o inimigo.

Um país só poderá prosperar se houver pessoas éticas e visionárias o suficiente para bem liderar. Segundo o IBGE, em 2013, cerca de 25 milhões de pessoas deixaram de viver na pobreza extrema no Brasil.

A ONU reconheceu este processo de inclusão social, conquistado durante os mandatos do ex-Presidente do Brasil Luís Inácio Lula da Silva, como o maior processo de inclusão social da história mundial. Um reconhecimento como este, o que significa para o Brasil e para o mundo?

Mesmo estando longe fisicamente do Brasil, podemos e devemos marcar as nossas presenças neste momento crítico em que nos encontramos, através das eleições no segundo turno. Presenças críticas, onde possamos valorizar o que de bom vivemos no Brasil, o que de bom queremos que o Brasil possa vir a ser.



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