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OPINIÃO – A confiança na política ganha-se com coerência. E pode perder-se em segundos.

 Esta semana um artigo de opinião Hélder Leal Rodrigues, presidente da Juventude Popular do Barreiro.

Já todos vimos grandes políticos cair em desgraça por momentos infelizes, mesmo quando o seu trabalho era, no geral, meritório. A confiança nos políticos nunca é grande: desconfiamos, estranhamos, duvidamos. Por vezes até parece que esperamos pelo momento em que um lapso acontece para apontarmos o dedo e dizermos: eu tinha razão!

 A natureza humana é assim e não a devemos criticar. Até porque a culpa é, essencialmente, dos políticos. Se muitos entram na política para lutar por um ideal – seja ele a visão para um país ou para um bairro -, muitos parecem esquecer-se dos valores que estavam na génese, acabam por tomar atitudes que chocam com aquilo que defendem publicamente e entram em incoerência. E assim, num instante, por muito mérito que a actuação política tenha tido até então, a confiança evapora. 

A confiança ganha-se – e mantém-se – com coerência. Nenhum político agradará a toda a gente. E se o tentar fazer está condenado ao fracasso. Como já dizia Adelino Amaro da Costa, “ser autêntico, viver de acordo com o que se pensa, até às últimas consequências, é difícil mas tem um grande prémio”. E a actuação ao serviço da causa pública deve pautar-se por isso mesmo: autenticidade, coerência, coragem. E é assim que se ganha a confiança.

Cabe ao político, enquanto pessoa, reflectir todos os dias e sentir que, em liberdade, não defraudou o ideal que o fez juntar-se à causa pública em primeiro lugar.

 E esse deve ser o maior Compromisso.

 



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