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Operação ‘Tabaco Ibérico’ desmantelou rede de contrabando com ligações em Setúbal

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O Destacamento de Ação Fiscal de Lisboa da GNR, sob a direção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Almada, em colaboração com o Corpo Nacional da Polícia Espanhola, a Agência Tributária Espanhola e com o apoio operacional da EUROPOL, em território nacional e espanhol, desencadeou uma operação policial entre os dias 7 e 12 de julho, que resultou na detenção de 16 homens e 1 mulher, com idades compreendidas entre os 44 e 65 anos, em Braga, Guimarães, Porto, Lisboa e Setúbal.

No âmbito de um inquérito, que decorre há cerca de um ano, foi possível apurar o modo de atuação do grupo e desmantelar uma vasta rede organizada de dimensão internacional, com identificação dos suspeitos portugueses e espanhóis envolvidos, que se dedicava à comercialização ilegal de cigarros e outros produtos de tabaco em Portugal e Espanha, sem o pagamento dos impostos devidos aos respetivos Estados, como o IEC-IT e IVA.

A operação teve por objetivo desmantelar as bases logísticas de armazenamento, tratamento, embalamento e distribuição de cigarros e outros produtos de tabaco, bem como pôr fim à atividade criminosa que se encontra em curso, que se presume ter lesado os interesses económicos de ambos os países em cerca de quatro milhões de euros.

Foi dado cumprimento a 70 mandados de busca em território nacional e 12 no Reino de Espanha, dos quais 32 de busca domiciliária e 50 de busca não domiciliária (aos armazéns, garagens e veículos),

No âmbito da operação foram apreendidos cerca de 454.000 cigarros manufaturados; cercad de oito toneladas de folha de tabaco e tabaco de corte fino (daria para produzir cerca de oito milhões cigarros); diversas máquinas utilizadas na secagem, trituração e acondicionamento dos produtos de tabaco; matérias-primas diversas utilizadas na produção ilícita, como tubos para cigarros, cartão de maços e sacos/caixas para embalar tabaco; 7 armas de fogo; 116.000 euros em numerário; 100.000 euros arrestados em contas bancárias; 24 viaturas ligeiras e ainda diversos equipamentos informáticos.

No plano da cooperação judiciária internacional a operação contou com a intervenção da EUROJUST, para agilização da realização de diligências processuais.

Foram ainda constituídos 17 arguidos, com idades compreendidas ente os 44 e 65 anos, indiciados da prática de factos suscetíveis de consubstanciar o crime de contrabando, introdução fraudulenta no consumo qualificada, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e recetação de mercadoria objeto de crime aduaneiro.

Os detidos portugueses foram presentes a primeiro interrogatório judicial nos dias 8 e 9 de julho, no Tribunal Judicial de Almada, tendo ficado sujeitos às medidas de coação de obrigação de apresentações semanais no posto policial da área da sua residência, bem como a proibição de contatos com os demais co-arguidos.

Foram empenhados cerca de 160 militares da UAF, da Unidade de Intervenção (UI) e dos Comandos Territoriais do Setúbal, Lisboa, Porto, Braga, Viana do Castelo.


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