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Operação “Maré Branca” apreende maior quantidade de cocaína em 15 anos

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A Polícia Judiciária realizou a maior apreensão de cocaína nos últimos 15 anos, através da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes. Esta operação, que decorria há alguns dias, foi realizada em conjunto com a Unidad de Drogas y Crimen Organizado do Cuerpo Nacional de Policia de Espanha e com especial intervenção da Marinha e da Força Aérea.

Ao todo, foram apreendidos 183 fardos de cocaína, equivalente a 5,2 toneladas, que teriam como destino final, vários países da Europa. A droga era proveniente de países da América Latina e contrabandeada por uma organização criminosa transnacional. Resultante dessa apreensão, foram também detidos três criminosos estrangeiros, que transportavam os estupefacientes num veleiro de 26 metros.

A operação, que culminou com a captura em alto-mar, encontrava-se já “a 300 milhas da costa portuguesa”, consoante afirmou Artur Vaz, diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ. A embarcação em que seguiam encontrava-se registado em Espanha.

Os responsáveis pelas forças de segurança envolvidas na operação “Maré Branca” 

Entre agradecimentos, Antonio Martinez Duarte, responsável pela Unidade de Drogas e Crime do Corpo Nacional da Polícia de Espanha, salientou o “bom trabalho” que tem sido feito para dar resposta à missão de “estar em cima deles [traficantes] agora, amanhã e sempre”. Os três criminosos eram reconhecidos como “muito ativos e conhecedores de navegação e tráfico marítimo”.

Um dos tripulantes a bordo já teria sido inclusive identificado por entidades espanholas pelo seu envolvimento no tráfico de estupefacientes em terreno da Península Ibérica e estava assinalado em busca e captura.

A investigação permanece, uma vez que “certamente haverão mais envolvidos” nesta organização criminosa, procuram fazer da Península Ibérica “uma porta aberta” para o tráfico de cocaína. Luís Neves, diretor da Polícia Judiciária, salienta o desejo de preparar melhor as forças de segurança, com “meios acrescidos de ponta e de excelência” para dar resposta à missão de combater o narcotráfico, fazendo cair “aqueles que tiverem de cair”.


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