Onde pára a Polícia e GNR?

Podia ser um título de um bom filme de comédia, mas infelizmente é o que temos na nossa sociedade civil e quem nos protege nem ele próprio está seguro

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Esta semana o meu editorial vai centrar-se nas forças de segurança nacional, sim, porque aos homens e mulheres que integram essas forças de segurança, muito devemos, mas a sociedade civil ainda não se importou com o que se passa diariamente nos Postos Territoriais da GNR nem nas Esquadras da PSP.

A sociedade civil sabe como vivem os agentes e os militares das nossas forças de segurança, que diariamente lidam com condições degradantes e longe dos olhares de todos nós. Os postos e esquadras muitas das vezes são instalações sem qualquer condição de higiene, com pequenos roedores e baratas a passearem-se pelo chão dos gabinetes, já para não falarmos das condições deploráveis que muitas dessas instalações se encontram.

Depois podemos presenciar a falta de meios humanos e logísticos, ainda a semana passada, num restaurante em Paio Pires, Seixal, uma confusão entre clientes e proprietários, acabou da pior forma de sempre, segundo alguns relatos, a GNR foi alertada e só passado algum tempo é que o carro patrulha com os seus patrulheiros chegaram ao local da ocorrência, embora o quartel esteja a poucos minutos do local da ocorrência.

Homens e mulheres que nos defendem no dia-a-dia, também terão família em casa, aquela que sabe como saem, mas já não sabe como regressam.

Existem Postos Territoriais da GNR no Alentejo profundo que só contam com um patrulheiro, aquele que faz o atendimento ao público, aceita queixas, despacha processos, faz patrulhamento nas ruas das pequena aldeia e até a ocorrência de um acidente, mas tudo sozinho, pois o MAI diz que não há homens suficientes para ingressar nas autoridades, aquela que nos protege no nosso quotidiano.

Mas o mais engraçado disto tudo é que para uma greve de motoristas, o tal MAI arranjou polícias e militares da GNR para cumprirem com a requisição civil, claro que houve sindicatos da PSP que levantaram a sua voz, dizendo que “Existem esquadras da PSP que estão fechadas a um período do dia para servir o país”; “Não temos homens nem mulheres para cumprir com funções na sociedade, porque estão a servir os patrões”, o que se resta é que esse problema já existe há muito tempo, esquadras e postos encerrados, por só terem um ou dois homens e mulheres das forças de segurança.

Mas para cumprirem as requisições civis, mais militarizadas (digo eu), já houve homens e mulheres e meios. E para servirem quem? Os portugueses, não foi de certeza, mas sim os patrões, esse sim, é que ficaram servidos e bem servidos, porque não pagaram aos grevistas e ainda tiveram serviços de camionista gratuito.

Está na altura de todos nós olharmos com outros olhos para a sociedade civil que temos.

Boa semana!

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