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Octávio Machado desmente governo e aponta o dedo: “meios aéreos foram recusados” para Palmela

Octávio Machado, presidente dos Bombeiros Voluntários de Palmela, falou, esta segunda-feira, em exclusivo com o Diário do Distrito, onde deu a conhecer o rescaldo do incêndio que assombrou Palmela e apontou os responsáveis que, por falta de intervenção, fez com que o fogo tomasse maiores proporções.

“As minhas palavras vão certamente para todos aqueles que sofreram, quer sejam civis ou bombeiros. Lamento profundamente todos os casos, incluindo o dos bombeiros feridos do Pinhal Novo, aos quais desejo um rápido restabelecimento”, disse Octávio Machado no início da entrevista, demonstrando que o mais importante no tema do incêndio são as vítimas e os que lutaram com bravura contra as chamas.


O presidente dos bombeiros diz que “outra coisa não esperava, uma resposta muito rápida e eficaz com complementaridade, a partir de determinada altura, de outros corpos de bombeiros”, que vieram de Beja, Santarém, Lisboa e claro de todo o distrito de Setúbal.

Octávio Machado acrescenta que o incêndio “tinha uma capacidade e um potencial enorme de desenvolvimento por tudo aquilo que estava associado, como a hora, temperatura, vento, a orografia do terreno e a dispersão das casas”, e que em comparação com outros fogos, que já se deram em Palmela e nas serras adjacentes, averiguou-se que este incêndio tinha um “potencial destruidor enorme”. O presidente dos bombeiros ainda honra a bravura e determinação de muitos bombeiros que inclusive entraram em zonas de perigo de morte e onde o fogo não podia ser travado, mas graças ao empenho dos soldados da paz, os estragos foram minimizados com a disposição de sacrifícios.

Mas, não só de bem viveu o combate a este desastre, visto que Octávio Machado aponta o dedo para as “faltas de cuidados” na prevenção de Incêndios no Parque Natural da Arrábida, acusando o responsável do mesmo de ter um “silêncio ensurdecedor sobre o tema”. Quem também não escapou às criticas do presidente dos bombeiros foi a Secretária de Estado, que segundo Octávio, “foi comante distrital e sabia a horologial do terreno, sabia as dificuldades de acesso que existem, sabia que o que ardeu é um parque natural e sabia que havia um perigo e um risco enorme de se alastrar para outras zonas”.

O combate foi travado de uma maneira difícil, pois além de os fatores não favorecerem o combate às chamas, os meios aéreos foram “recusados” inúmeras vezes, tendo como justificação, a indisponibilidade dos meios por já se encontrarem a serem usufruídos noutros pontos do país, algo que o Diário do Distrito apurou como sendo falso, pois na altura do requisito, por parte da proteção civil de Palmela, existiam 7 meios aéreos disponíveis para atuação.

António Costa e o atual governo, foram também alvos de críticas por parte de Octávio Machado, pois segundo o mesmo, “não existe recondicionamento e melhoria de equipamentos no quartel de Palmela desde 2005”. Um dos grandes motivos que leva ao esforço redobrado dos bombeiros para combater as chamas que assombraram o concelho.O presidente dos bombeiro de Palmela finaliza as suas declarações ao mencionar que todos tiveram um papel fulcral neste incêndio e que “foram criadas condições extraordinárias” como um local de descanso para os bombeiros e um posto de triagem do INEM. Remata que a Câmara Municipal de Palmela fez um enorme esforço e mobilizou bastantes recursos na ajuda do combate ás chamas e existe “uma enorme cooperação” entre as duas instâncias.


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