O terrível segredo de São Valentim!

Mais um «romântico» Espatafúrdios do Quotidiano.

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Tempo de Leitura: 2 minutos

O Dia de São Valentim ou o Dia dos Namorados, é uma efeméride praticada no mundo inteiro e que, por mais que se tente negar, tem uma história que a maior parte dos “pseudo-românticos” que surgem nesta data em especial desconhecem por completo.

A maior parte das pessoas pensa que é uma data em que se tem de mimar a cara-metade ao máximo, mas de uma forma muito específica: com um jantar romântico e prendas.

Prendas essas que, habitualmente, são flores, chocolates ou, em casos mais excessivos, pulseiras, anéis ou brincos banhados a ouro. Ou seja, Dia de São Valentim é sinónimo de consumismo puro e duro, ou será antes sinónimo de romantismo?

O Estapafúrdios do Quotidiano foi tirar esta dúvida a limpo, entrevistando uma personagem bastante peculiar. Ora vejamos…

E. Quotidiano: “Ora viva, como está o menino?”

Cupido: “Olá, olá! Vai-se indo e tal… Na mesma vidinha de sempre.”

E. Quotidiano: “Boa, boa… Então, muito trabalhinho nesta altura do ano, não é verdade?”

Cupido: “Eh pá, algum sim… Nada demais. Já estou habituado. Um pouco desiludido, mas é assim que as coisas são…”

E. Quotidiano: “Desiludido? Como assim?”

Cupido: “Pá… é que as pessoas só se lembram de mim nesta altura do ano. O resto do ano querem lá saber do Cupido para alguma coisa. Mas tudo bem, eu já estou habituado…”

E. Quotidiano: “Pois, pois…. é chato e tal… Bom, mas… ó Cupido, nós gostaríamos de te perguntar se…”

Cupido: “…Se posso fazer o favor de vos aplicar uma “flechada” no real rabiosque, não é?”

E. Quotidiano: “Que raio?! Nada disso! Por que raio iríamos querer que o Cupido nos desse uma “flechada” no rabo?”

Cupido: “Oh, é o que as pessoas me pedem nesta altura do ano… É normalíssimo para mim. Já não estranho.”

E. Quotidiano: “Ok, ok… Mas não, não queremos nada disso. Só queríamos perguntar se o Cupido podia explicar-nos, afinal, do que se trata o Dia de São Valentim?”

Cupido: “Ah, é só isso? Simples, o Dia de São Valentim é uma valente farsa. Mas a verdade é que é uma farsa bastante rentável para mim…”

E. Quotidiano: “Uma farsa? Como assim? E é assim tão rentável porquê?”

Cupido: “Bom, eu passo a explicar… O Dia de São Valentim, na verdade, foi algo que foi criado por mim, para ganhar guita.”

E. Quotidiano: “Para ganhar guita? Como assim? Como é que o Cupido pode ganhar dinheiro com o São Valentim?”

Cupido: “Já vi que vou ter de explicar tudo aos meninos, porque são um pouco lerdos e não chegam lá sozinhos… Fui eu que inventei o São Valentim, depois de ser pressionado por vários empresários.

Como por exemplo, empresários na área das flores, chocolates e até donos de ourivesarias… Todos vieram pedir-me ajuda para vender os seus produtos e depois de deliberar um pouco sobre o assunto, lembrei-me de criar uma data especial em que os casais se mimavam uns aos outros com prendas, simbolizando o seu amor pela cara-metade dessa forma.”

E. Quotidiano: “Ah… curioso… Mas, como é que o Cupido ganha guita com isso?”

Cupido: “Pfff… Vocês são mesmo ingénuos, por Deus. Bom, no Dia de São Valentim eu saio à rua e desato às “flechadas” ao pessoal. Com sorte acerto em pessoas ingénuas que são facilmente ludibriadas pela história do Cupido e pensam, com todas as forças do seu ser, que estão mesmo apaixonadas.

E, então, desatam a comprar flores, chocolates e, para os mais abastados, anéis, pulseiras e até brincos em ouro para oferecer à cara-metade. E, por cada pessoa que compra algum desses produtos para oferecer no Dia de São Valentim, eu ganho uma choruda comissão. Comissão essa que chega e sobra para eu viver o resto do ano sem fazer a ponta de um corno… Perceberam?”

E. Quotidiano: “Meu Deus! Quer dizer que o Dia de São Valentim é um fraude! Uma fraude criada pelo Cupido para enriquecer à custa do coração das pessoas?!”

Cupido: “Isso mesmo!”

E. Quotidiano: “Mas isso é horrível!”

Cupido: “É, sim senhor. Mas sabem que mais…?”

E. Quotidiano: “O quê?”

Cupido: “Temos pena! É o que temos…”

O Estapafúrdios do Quotidiano deseja a todos os leitores românticos um feliz Dia de São Valentim. Aos não românticos… hum… pode ser que o Cupido apareça para vos safar…

 

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Texto escrito por Gil Oliveira e Ricardo Espada

 

 

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