Montijo

‘O senhor é um activo tóxico para a política no Montijo’

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O executivo camarário do Montijo reuniu-se esta quarta-feira em reunião pública que decorreu no Cineteatro Joaquim d’Almeida, e de novo esta foi marcada pela ‘habitual’ discussão entre o PS e a oposição.

Nuno Canta começou por apresentar uma declaração sobre a situação pandémica no concelho “com mais de 300 casos, embora sem registo de novos óbitos, mantendo-se estes em 93 mortes” e do processo de vacinação, “no qual já foram vacinadas com a primeira dose mais de 46.000 no Montijo, cerca de 70% da população, e o Centro de Vacinação em Massa regista uma média de 750 vacinações por dia, pelo que quero deixar um elogio ao trabalho extraordinário ali realizado por todos”.

Queixa-crime ‘da oposição’ de novo arquivada

De seguida, Nuno Canta informou sobre “mais uma nota de arquivamento do Tribunal do Montijo sobre uma queixa-crime anónima, recebida no dia 30 de Junho, foi feita contra o presidente, desta feita porque o vereador João Afonso não viu subscrita uma proposta para a criação de um fundo social de emergência para apoio social, com a acusação de denegação de justiça e abuso de poder, argumentos jurídicos falsos, quando a oposição sabe perfeitamente que não pode apresentar propostas sem o devido enquadramento legal, sobretudo quando envolvem encargos financeiros.”

As críticas foram depois dirigidas “à oposição, que teve uma nova derrota jurídica e política, em mais um processo de litigância e má-fé. Este tipo de atitudes constitui um conjunto de atitudes de abuso e cobardia, além de violação da lei a que as oposições se agarram, num padrão de comportamento indigno e irresponsável, num abuso moral e cobarde e no que se enquadra numa perseguição política para fomentar o ódio.

Mas nem as sucessivas derrotas trouxeram lições às oposições que nada têm aprendido ao longo dos anos, e porque não lhes interessa a resolução dos problemas da população.

A luta político-partidária não pode ser desculpa para tudo o que a oposição tem feito, de forma cobarde, e os eleitos do PS esperam que a oposição vire esta página negra e contribua realmente para o bem-estar dos montijenses e do engrandecimento político.”

Carlos Oliveira (CDU) criticou as palavras do presidente dirigidas ‘à oposição’, “porque ao atribuir à oposição as sucessivas queixas-crime, é colocar um ónus sobre os que seriam beneficiários dessas queixas e uma vitimização à sua pessoa, sem que nos traga aqui os documentos que comprovem essas queixas e o seu arquivamento, o que até nos pode levar a dizer que as tais queixas são feitas pelo senhor.

O Partido Comunista Português nunca se escondeu atrás de pedras ou de queixas anónimas, têm orgulho da sua intervenção política. Os comunistas têm orgulho da sua luta, por muito que custe, e já acontecia isso com o custo de vidas de camaradas antes do 25 de Abril. E também temos muito rebuço em recorre por tudo e nada à Justiça.

Por isso, em nome do prestígio deste órgão, deve evitar essas declarações que em nada o prestigiam nem ao PS, e da nossa parte não podemos deixar passar mais essas acusações em claro.”

Também João Afonso (PSD/CDS), que novamente transmitiu a sua intervenção em directo, com Nuno Canta a afirmar que “será feita a salvaguarda jurídica ao presidente da Câmara Municipal para não participar nas ilegalidades que o senhor vereador faz” e garantiu que “quer eu, quer os autarcas do PSD, não fazemos denúncias anónimas, tudo aquilo que faço, assumo e assino. É uma atitude abusiva e deselegante imputar essas acusações aos autarcas do PSD ou da CDU sem provas.”

Acusações de mentiras e irresponsabilidade

Outro motivo de discussão da tarde focou-se na política de habitação no concelho, com João Afonso a afirmar que “existem mais de 60 fogos sociais que estão encerrados há anos”, o que foi desmentido por Nuno Canta, com acusações de “o senhor é um activo tóxico da política montijense, e já se devia ter demitido porque não tem condições para continuar no cargo. Como é possível chegarmos tão baixo com estas situações. Opta por fazer a transmissão em directo de forma cobarde, injusta e populista, atribuindo falsas declarações ao presidente, e afirmando que há fogos devolutos e fechados, quando essas habitações estão a ser objecto de concurso público para obras de requalificação.

E por isso digo que é um mentiroso e tem uma mania de mentir às pessoas, o que deve preocupar os montijenses, porque não é possível ter alguém em cargos políticos com estes posicionamentos.”

Em sua defesa, João Afonso mostrou os dados oficiais do site da Câmara Municipal, “nos quais me baseei para o que disse em relação ao número de fogos devolutos e disponíveis”.

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No decorrer da reunião, entre outros assuntos, a vereadora Ana Baliza (CDU) colocou uma questão sobre o encaminhamento dos moradores de Pegões e Canha para o Centro de Vacinação em Massa, “quando poderiam ser vacinados em USF ou noutros espaços, com as despesas a isso inerentes”, ao que o presidente explicou que “existem centros de vacinação no Centro de Saúde de Pegões e no Centro de Saúde de Canha, além de um Centro no Esteval, para darem resposta a essas populações, conforme foi definido com a ACEs Ribeirinho, mas o Centro de Vacinação em Massa recebe também pessoas por auto-agendamento e pode acontecer que essa a situação dessas pessoas.”

A vereadora comunista questionou também sobre os projectos de ocupação de tempos livres das crianças em férias escolares, ao que respondeu a vereadora Maria Clara Silva (PS), relembrando o projecto ‘Julho à Descoberta’, “com um passaporte que permitia às crianças e jovens irem a vários locais, mas devido à pandemia não fizemos nos últimos dois anos. Em agosto as escolas estão fechadas e as funcionárias de férias, mas o movimento associativo e algumas associações de pais, desenvolvem várias actividades durante as férias, a preços módicos.”


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