Rubrica

O PS que tire o cavalinho da chuva

- publicidade -

Ao Secretário-geral Adjunto do PS, que afirmou estes dias durante uma propalada reunião das concelhias do partido socialista no Distrito, pretender continuar a ser a maior força autárquica do país – dando como exemplo as conquistas e o trabalho realizado pelo PS em Setúbal – apenas queremos dizer: “que tire o cavalinho da chuva”.

Pois para além dessa aleivosia revelar bem a natureza política deste PS que, ao invés de definir como objetivo central a conquista de autarquias à direita, prefere acentuar o seu ataque à exemplar gestão autárquica da CDU e continuar a governar com a direita, assumida ou encapotadamente, as poucas Câmaras conquistadas no Distrito em 2017.

Esse emproamento inusitado do PS não tem base real de sustentação e assenta em meras falácias e deturpações factuais.

Pois nem os resultados autárquicos de 2017 representam um avanço extraordinário do PS em conquistas de Câmaras no Distrito, nem o trabalho realizado nessas Câmaras consubstancia algo de que se possam minimamente orgulhar.

Desde logo, a gestão autárquica protagonizada pelo PS nas 5 Câmaras que (des)governa no Distrito de Setúbal caracteriza-se no essencial por uma miserável gestão dos interesses económicos e clientelares, muitas das vezes ao arrepio daqueles que são os verdadeiros interesses das populações.

Depois, dessas 5 Câmaras (em 13 no Distrito), 3 foram ganhas à tangente e com base em campanhas indecorosas, pejadas de mentiras e de calúnias, e estão a ser (des)governadas com alianças pós-eleitorais com o PSD e CDS.

Dessas 5 Câmaras, 4 o PS já havia ganho e perdido ao longo dos diversos mandatos autárquicas depois do 25 de Abril. Até no Montijo, que se revela o concelho mais propenso a votar no PS, o PS já perdeu 4 vezes para a CDU. Em Sines só governa desde 2013 e em Alcochete e Barreiro, sempre que ganharam a Câmara os socialistas perderam-na nas eleições imediatamente seguintes para a CDU, como aconteceu em 2001-2005.

Sublinhe-se que o PS já (des)governou no passado várias outras Câmaras no Distrito, como Setúbal, Sesimbra, Alcácer do Sal e Grândola, que veio sempre a perder posteriormente para a CDU.

Aliás, com exceção dos Municípios da Moita, de Palmela, de Santiago do Cacém e do Seixal, todos os demais já conheceram maiorias da CDU e do PS.

Não representando os últimos resultados de 2017 nenhuma situação de grande ganho de causa para o PS. Aliás, toda a gente sabe que só conquistaram Alcochete e Barreiro em 2017 porque a lei da limitação dos mandatos obrigou a CDU a substituir os seus cabeças de lista à Câmara, os prestigiadíssimos Presidentes Luis Franco e Carlos Humberto, que aliás já haviam derrotado em 2005 o PS, que conquistara essas Câmaras também em 2001 (por maioria absoluta, contrariamente ao que sucedeu desta feita em 2017 com maiorias relativas tangenciais, por apenas 2% e 4% de diferença). 

Sendo curioso verificar que a CDU recandidata agora em 2021 precisamente Luis Franco e Carlos Humberto às presidências das Câmaras de Alcochete e Barreiro e tudo indica (até as sondagens encomendadas pelo PS) que se confirmará em 2021 a tendência sempre verificada anteriormente, isto é, sempre que o PS ganha em Alcochete e no Barreiro a sua gestão é de tal ordem desastrosa que perde logo nas eleições seguintes.    

De facto não vamos lá com políticos como os “pintos”, “rosas”… ou com outros atores desajeitados.

Em Almada, onde o PS gosta muito de exaltar a conquista da Câmara pela primeira vez em 2017, “todo o mundo” reconhece que essa tangencial vitória por menos de 0,5% de votos se deve a um mero “acidente de percurso” provocado por uma conjugação negativa de fatores a que a até a postura pouco séria de algumas formações de esquerda não foi alheia…mas também aí a falta de projeto e de visão estratégica, a gestão atabalhoada, a cedência aos grandes interesses económicos,  bem como a impreparação dos principais eleitos do PS, foram por demais evidentes e já calam fundo na consciência da larga maioria dos almadenses que anseiam também por um rápido regresso ao futuro.

- publicidade -

Não somos analista político, mas como acompanhamos e intervimos há décadas e conhecemos bem o panorama autárquico do Distrito, temos bem presente a evolução histórica concelho a concelho no pós 25 de Abril e o papel que cada força política teve no desenvolvimento dos respetivos concelhos.

Por isso, ao Secretário Geral do PS e aos dirigentes e eleitos distritais do PS que centram o seu combate político contra a CDU, bem como a alguns dirigentes de certas forças de esquerda, lembramos que quem sempre vem ganhando com a gestão da CDU – assente numa estratégia e num projeto autárquicos de proximidade, focados sempre no desenvolvimento sustentado e equilibrado do território e na satisfação paulatina das necessidades e aspirações da população, em plena valorização e articulação com os trabalhadores municipais e alicerçados perenemente nos valores do trabalho, da competência e da honestidade – quem sempre ganha com a gestão da CDU são as pessoas residentes em cada concelho e em cada freguesia.

O que infelizmente não se pode afirmar na maior parte das autarquias geridas pelo PS, mormente no nosso Distrito de Setúbal.

Basta lembrar os processos emblemáticos da localização do novo aeroporto e da atribuição do suplemento de penosidade e insalubridade, em que só os autarcas da CDU se mantiveram fiéis a melhor solução para o país e para a região, e procuraram compensar correta e rapidamente os trabalhadores municipais.

Só os autarcas da CDU pugnaram pela construção do novo grande aeroporto de Lisboa nos terrenos do CTA, salvaguardando o ambiente, a segurança e a qualidade de vida das populações. Só os eleitos da CDU lutaram e continuam a lutar pela compensação adequada do risco a que estão sujeitos muitos e muitos trabalhadores operacionais dos Municípios.

Contrariamente aos “cantas e companhia” que se mostram dispostos a hipotecar o futuro dos nossos filhos aos interesses da multinacional “Vinci”, detentora da ANA, “virando agora o bico ao prego” e defendendo a localização de um pequeno apeadeiro na BA6. Contrariamente aos autarcas do PS que, gostando de enfeitar o discurso com a defesa dos direitos dos trabalhadores, apenas tarde e a más horas, de forma contrariada e limitada, lá vão, sob pressão da estruturas sindicais, aprovando o pagamento do SPI.

Por conseguinte, não temos o mínimo rebuço em afirmar que, com as fortes candidaturas da CDU em Alcochete e Barreiro, com Luís Franco e Carlos Humberto…e em Almada, com Dores Meira a transpor a sua enorme capacidade evidenciada na capital do Distrito para a seu concelho de residência…o PS que “tire o cavalinho da chuva”.

Com as imbatíveis equipas da CDU lideradas em Setúbal, Sesimbra, Seixal, Palmela e Moita por autarcas experimentados e de provas dadas, como André Martins, Francisco Jesus, Joaquim Santos, Álvaro Amaro e por Rui Garcia…o PS que “vá pregar” para outros Distritos.

Já a sul do Distrito, a recandidatura em Alcácer do Sal, Grândola e Santiago Cacém dos competentes e populares Presidentes Vítor Proença, Figueira Mendes e Álvaro Bejinha… não dão ao PS qualquer veleidade.

Mesmo em Sines o PS pode dar um grande trambolhão…

Mesmo no Montijo, com a gestão calamitosa do presidente Canta, com o confronto bota baixista  sem quartel que a coligação PSD/CDS promove…e se a esquerda somar mesmo à esquerda…cheira-me que a agora vereadora Ana Baliza da CDU, com a sua reconhecida competência e simpatia, com a sua frescura, pode vir a gerar uma muito boa surpresa.

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo

Permita anúncios

Detetámos que utiliza um bloqueador de anúncios.
Apoie o jornalismo sério e considere desativá-lo para o nosso site.
Saiba como desactivar: carregue aqui