O perigo do amianto nas escolas do Seixal

Esta semana um artigo de opinião por Mateus Luís Araújo, coordenador do Núcleo de Estudantes Socialistas do Seixal.

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O amianto, ou placas de fibrocimento, constitui um risco para a saúde pública de todos os habitantes do concelho, principalmente para os professores, pessoal não docente, pais e alunos das escolas do concelho que ainda possuem este material tóxico nos seus edifícios.

O caso mais grave no concelho do Seixal é a Escola Dr. António Augusto Louro, que conta com 900 alunos e cerca de 80 professores. Depois de vários pedidos ao Ministério da Educação, DGES, ACT e de diversas manifestações, a escola viu a sua prioridade ser elevada a grau 1, o mais prioritário da “escala do amianto”.

Esta escola dos anos 80, construída à maneira antiga, ainda não foi requalificada. Este facto coloca em causa toda uma comunidade educativa, onde infelizmente têm vindo a público casos de vários docentes com patologias ligadas à presença de fibrocimento como o cancro do pulmão e outras patologias.

Esta escola não é caso único. Algumas escolas do 1º ciclo do agrupamento Dr. António Augusto Louro também estão sujeitas a este flagelo, assim como a Escola Secundária João de Barros, em Corroios, uma escola também muito antiga, em permanente requalificação, e que lida todos os dias com a problemática do amianto.

É imprescindível e urgente retirar o amianto das escolas do concelho do Seixal! Se é verdade que, em muitos casos, é necessária uma intervenção por parte do poder central, noutros são situações que estão, sobretudo, no âmbito da gestão autárquica. Logo, este problema é também responsabilidade da gestão comunista, agarrada ao poder local neste concelho há mais de quarenta anos.  Ao invés de escolher atuar numa situação em que o Estado Central, que pela sua natureza tem de acolher à multiplicidade de casos existentes em todo o país, verifica-se, em vez, uma capitalização deste caso já mediático para benefício interno. Ou seja, capitaliza-se no descontentamento face ao Governo e desviam-se as atenções daquilo que podia ser feito pela Câmara Municipal para resolver o problema do amianto nas escolas do nosso concelho.

As prioridades políticas medem-se no incisivo trabalho que se deve fazer no dia a dia com a população e na crescente melhoria das condições de vida e neste caso, na melhoria das condições de aprendizagem dos estudantes.

A Escola Pública de qualidade deve ser uma bandeira de todos os jovens que a frequentam. É preciso defendê-la, acarinhá-la e, se necessário, saber criticar as instâncias, organismos e estruturas que possam estar a falhar na sua defesa. A Escola Pública é fundamental para uma sociedade mais instruída, mais culta e mais igualitária.

A substituição dos revestimentos de amianto por outras soluções que não prejudiquem a saúde dos que estudam e trabalham nesta escola do concelho do Seixal é uma justa aspiração dessa comunidade escolar.

É por isso que é tempo de atuar, pela Escola Pública, que deve ser tão nossa, mas, e acima de tudo, pela saúde de todos nós!

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