Núcleo museológico ferroviário de Pinhal Novo adiado no tempo

Esta semana temos um novo cronista nas nossas crónicas semanais. Roberto Cortegano é membro da Assembleia de Freguesia de Pinhal Novo pela Coligação Palmela Mais (PPD/PSD/CDS) e esta semana deixa-nos aqui a sua opinião para todos refletirmos.

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Em Julho de 2017 a Câmara Municipal de Palmela anunciou com pompa e circunstância a assinatura do contrato com as Infraestruturas de Portugal para a subconcessão de uso privativo parcial do antigo edifício de passageiros da estação ferroviária de Pinhal Novo com o objetivo de vir a ser criado o núcleo museológico ferroviário de Pinhal novo.

Para assinalar tal facto, a Câmara Municipal realizou uma cerimónia para a qual convidou autarcas e altas entidades do concelho, divulgando fortemente a noticia pelos meios de comunicação social e no síte de Internet da Camara Municipal.

Aos Pinhalnovenses e à sua comunidade Ferroviária, que há tantos anos aspiram a ter as suas memórias expostas num museu que lhes permita mostrar os acervos que transmitem o quotidiano e a história local e que reflita a importância do comboio para o desenvolvimento da atual vila de Pinhal Novo ao longo dos tempos, uma notícia destas não passou despercebida, para mais acompanhada de que a abertura do museu ao público aconteceria em Maio de 2018.

Muito provavelmente, o espaço temporal destas notícias não aconteceu por acaso. Convém recordar que em Julho de 2017 estávamos a pouco mais de dois meses de eleições autárquicas, e portanto já em clima de pré-campanha.

Infelizmente e passados dois anos da celebração do referido contrato de concessão e um ano depois da anunciada data de inauguração do museu, podemos constatar que tudo não passou de mais um projeto adiado no tempo, como tantas outras obras anunciadas pela Câmara Municipal de Palmela em Pinhal Novo.

O edifício da antiga estação que desde o seu encerramento foi sempre desejado pelos Pinhalnovenses para a instalação do museu ferroviário, continua um espaço fechado e sem vida, sem utilidade que realce a grandeza que o caracteriza pelo seu valioso património de azulejos, apagando-se no tempo como lugar de referência em Pinhal Novo, enquanto a Câmara Municipal, que tanto divulga a importância da cultura como fonte de riqueza de um povo, continua a não agir em conformidade com o que apregoa, e vai adiando promessas.

Para quando teremos no Pinhal Novo e no local esperado o tão desejado museu, que reacenda a memória dos ferroviários em Pinhal Novo através duma exposição permanente com peças depositadas ou até doadas, que realce a sua importância para a evolução local quer a residentes quer a visitantes de Pinhal Novo, fazendo também a promoção do turismo e do comércio tradicional?

No mesmo sentido o museu ajudará também a transmitir aos mais jovens a importância da atividade ferroviária, possibilitando a criação de programas educativos sobre esta temática.

Esperemos que este sonho antigo dos Pinhalnovenses não esteja esquecido e não sirva apenas como promessa eleitoral, e que mesmo com anos de atraso, como é apanágio dos projetos da Câmara Municipal, venha mais tarde ou mais cedo a ser concretizado.

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