Opinião

O “Lobby gay” vai derrotar o Presidente do TC?

Uma crónica de Bruno Fialho.

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Hoje irei comentar as declarações do Professor Doutor João Caupers, proferidas em 2010, que alguns partidos já vieram apelidar de homofóbicas, o qual, no passado dia 9 de Fevereiro, foi eleito Presidente do Tribunal Constitucional.

Sou contra qualquer tipo de discriminação social, cultural, étnica, política, religiosa, sexual ou etária, mas sou a favor de algumas discriminações positivas, principalmente quando estamos a falar de pessoas que devido à sua condição física ou mental têm de ter uma protecção adicional prevista na lei.

Não se pode aceitar que quem é invisual, ou quem tem mobilidade reduzida, ou quem tem outra qualquer deficiência física ou mental, não usufrua ou tenha direito a uma protecção legal adicional no acesso ao ensino ou ao trabalho, ou noutras situações que também carecem de um  apoio específico ou adicional para essas pessoas.

As declarações do Professor Doutor João Caupers que, supostamente, ofenderam alguns membros do “lobby gay” foram aquelas que ele proferiu quando afirmou ser “membro da maioria heterossexual” e descreveu a comunidade homossexual como uma “inexpressiva minoria cuja voz é despropositadamente ampliada pelos media”, garantindo não estar disposto para ser “tolerado por eles”.

O Presidente do Tribunal Constitucional argumentou nessa altura que “os homossexuais não são nenhuma vanguarda iluminada, nenhuma elite”, afirmando que existe um “lobby gay” que promove as respectivas ideias defendidas por essa comunidade.

João Caupers também acusou que quem não pertence ao “lobby gay” não usufrui “do mesmo nível de acesso aos jornais, aos microfones das rádios e às objetivas das televisões”.

Em primeiro lugar, começo por dizer que o Professor Doutor João Caupers, disse, objectivamente, a verdade!

Foi polémico? Foi. Mas, disse algo que não é verdadeiro? Não!

Existe um “lobby gay”, em Portugal e no mundo? Existe!

E o “lobby gay” consegue ter acesso privilegiado aos jornais, aos microfones das rádios e às objetivas das televisões? Claro que consegue!

Se não fosse o facto de ser destemido e não me preocupar se as minhas posições públicas afectam, ou não, a minha carreira política, pois não é a política que mete comida na minha mesa, neste momento, estaria preocupado com as consequências de que é denunciar ou apontar o dedo ao “lobby gay”.

Lamento é que não exista um “lobby dos pobres”, ou dos invisuais, ou dos paraplégicos, ou dos amputados, ou de outras pessoas que verdadeiramente têm de suportar verdadeiras humilhações diárias para poderem sobreviver na selva a que muitos chamam de sociedade.

Alguém sabe o que um invisual passa diariamente? Ou o que tem de fazer para conseguir concluir um curso superior ou ter um trabalho decente?

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E quem pensa nos obstáculos que têm de ultrapassar, seja na rua ou até em casa, aqueles que apenas se deslocam em cadeira de rodas? 

E quantas pessoas conhecem o sofrimento diário dos pais que têm filhos com deficiência mental profunda, porque o Estado pouco ajuda, parecendo até que os próprios governantes querem esconder ou ostracizar essas crianças? 

Estamos em 2021 e já é só uma pequena minoria da população é que se preocupa com as opções sexuais de cada um, mas mesmo que estivéssemos em 2010, também não consideraria as declarações de João Caupers como homofóbicas ou sequer motivo para que um partido com representação parlamentar, tal como aconteceu esta semana, venha pedir uma audição urgente na Assembleia da República ao novo Presidente do Tribunal Constitucional.

Até parece que o nosso país está bem economica e socialmente e que os portugueses estão a viver como se estivessem no Principado do Mónaco, para que os Senhores Deputados e as Senhoras Deputadas, que são pagos com o dinheiro dos nossos impostos, percam tempo a ouvir alguém justificar-se porque é que disse algo que é verdade.

O que acontece é que cada vez mais pessoas inteligentes estão fartas que os “lobbys” das minorias controlem toda a nossa vida em sociedade, determinando o que se pode dizer, comer, pensar ou até desejar.

Adoro a letra da canção “Imagine” de John Lennon e gostava que um dia todos pudéssemos viver em harmonia, algo que considero improvável porque o ser-humano já provou demasiadas vezes que não conseguirá fazê-lo, mas viver em harmonia não é viver com imposições absurdas seja de quem for, principalmente das minorias.

Da mesma forma, também não quero que os meus pensamentos, as minhas opções sexuais ou até a minha forma de ser seja controlada ou imposta pela maioria.

Todos devemos ter liberdade para sermos aquilo que desejarmos ser, mas respeitando os restantes, pois a minha liberdade acaba onde começa a de outro.

Por isso, não me interessa o que cada um faz dentro da sua casa, mas interessa-me que a nossa sociedade não seja controlada pelas minorias, nomeadamente pelo “lobby gay”, que foi isso que o Professor Doutor João Caupers nos quis transmitir.

Sempre defendi e defenderei que os homossexuais têm de ter os mesmos direitos que os heterossexuais, mas não posso tolerar que os homossexuais tenham mais direitos do que os restantes, o que já é uma realidade em muitas situações.

Hoje em dia quase que é uma ofensa dizer-se que se é heterossexual, tal como em muitos países já é considerado ofensivo afirmar que apenas existe o sexo feminino e masculino.

O que me leva a abordar outros temas, que também são patrocinados pelo “lobby gay”, nomeadamente a questão que recaí sobre “género” e “sexo”.

Há o sexo masculino e feminino, ponto final. E apenas lobbys poderosos conseguiriam, como já conseguiram em alguns países, modificar algo que não sofre qualquer contestação da ciência e da biologia.

São situações como esta que demonstram o perigo que é aceitarmos sujeitar-nos às loucas convicções ideológicas das minorias.

Também informo que sou a favor da permissão de mudança de sexo, mas apenas a partir da maioridade, para não começarem com os ataques idiotas, idênticos àqueles que já fizeram ao Professor Doutor João Caupers.

Uma coisa é defender a justiça e os direitos das minorias, outra, que não consinto, é quererem obrigar-me a adoptar as posições ridículas que alguns países anglo-saxónicos já adoptaram em relação ao tratamento social do “género”, onde inclusive, no metro de Londres, se proibiu a saudação “Ladies and gentlemen”, por não ser uma saudação de género neutro.

A maioria das pessoas, ainda, é heterossexual, pelo que, é inadmissível que algumas convicções sociais dos “lobbys gays”, quando são apenas isso, se imponham na nossa sociedade, contrariando as da maioria e até a própria ciência.

Tal como muitos não entenderam as palavras do Professor Doutor João Caupers, também sei que muitos também não irão entender o que escrevi, uns porque não me conhecem, caso contrário jamais pensariam algo que provavelmente estão a pensar, outros porque conseguem deturpar tudo o que vai contra tudo o que está a ser imposto por eles próprios.

Chama-se a isso a ditadura das minorias.

É exactamente por isso que, hoje em dia, vejo-me obrigado a lutar contra o “politicamente correcto”, que muitas vezes tem criado situações absurdas como, por exemplo, o de se permitir que um ex-atleta homem, após ter realizado uma operação de mudança de sexo, possa competir em provas femininas.

Observe-se as manifestações de muitas atletas femininas que, nos últimos tempos, se têm insurgido contra esses atletas que mudaram de sexo, porque eles estão a vencer todas as provas em que participam e a fazer cair todos os records porque, biologicamente, são atletas masculinos.

E o que dizer do novo normal, que é ter de ver um assessor de uma certa deputada ir de vestido comprido de mulher para a Assembleia da República, desrespeitando a solenidade desse local?

Se o tal assessor quer usar vestidos de mulher, use onde ele quiser, na feira, no mercado, no cinema ou em casa, ninguém tem nada a ver com isso, mas existem locais que devem de ser respeitados devido à sua importância solene ou a qualquer outra razão.

Por exemplo, eu não professo a fé islâmica, mas jamais iria de calções ou com uma t-shirt de mangas à cava visitar uma mesquita, mas já não tenho qualquer problema de usar essa indumentária noutro local qualquer, até podem considerar que é uma tremenda falta de gosto, mas esse problema será somente meu.

Por último, estou farto de pertencer à maioria e de ser reiteradamente discriminado por isso mesmo, porque os lobbys das minorias têm conseguido impôr as suas vontades em todos os quadrantes da nossa sociedade, enquanto a maioria quase que pede desculpa por respirar…

Por tudo isto e muito mais, espero que o “lobby gay” não vença o novo Presidente do Tribunal Constitucional e que os deputados da Assembleia da República trabalhem em prol dos cidadãos, em vez de se preocuparem com mariquices.

P.S. Usei a palavra “mariquices” de propósito, porque é uma das palavras que querem banir das Forças Armadas, algo com o qual discordo em absoluto, porque demonstra a falta de bom senso que algumas pessoas demonstram ter.

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