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O Guru de Alvalade

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Ultimamente as noticias, que vêm de Alvalade, fazem-me lembrar os meus tempos de estudante, do Guru Quim Barreiros e do seu fiel discípulo Saul Ricardo.

Quim Barreiros é um dos grandes filósofos portugueses, na área da economia e gestão. Saul foi influenciado pelas suas filosofias, mantendo a sua corrente de pensamento. As teorias destas duas figuras nacionais são das mais importantes do Séc. XX.

O “modelo teórico do Bacalhau” veio validar as teses de Adam Smith, o Pai da Economia Moderna. Nas várias teorias de Adam Smith, que marcaram o conceito teórico do “Liberalismo Económico”, faltou um último teste que colocaria um ponto final a qualquer especulação sobre os seus ensinamentos. Agora é definitivo, pois todos sabemos que o Bacalhau quer alho e isso demonstra, definitivamente, a coesão do modelo.  

Se nos lembrarmos, Adam Smith, no seu livro “Teoria dos Sentimentos Morais”, criou o conceito de “mão invisível”. E quantos de nós nunca se questionaram de quem era a mão? É a do Saul, a que descobriu o que faltava ao Bacalhau, tornando aquele prato tradicional num pitéu dos deuses.  

Em Alvalade, o Liberalismo atingiu o seu climax com a extensão do conceito da “mão invisível” para “trabalho invisível”.

Utilizando princípios populares, porque o povo se quer alimentado e feliz na arena de circo, a invisibilidade serve para seguir a velha máxima “albarda-se o burro à vontade do dono”. Para Saul é o alho que resolve a questão, em Alvalade, abraçando o conceito teórico, defende-se que a invisibilidade é somente o “modelo da Repetição Continua”.

E assim “Alvalade” apresentou o seu novo projecto de “Sócio num Minuto”, que já tinha sido efectivado pela Direcção anterior em 2014 (!) Mas um modelo não se esgota numa tentativa e assim, no próximo mês de Maio, Alvalade” irá inaugurar” a Cidade Sporting, que foi inaugurada em 2017 (!).

Confuso? Não esteja, afinal esta é a marca indelével que Varandas quer deixar na Universidade de “Alvalade”, o “modelo da Repetição Continua” que virá substituir, de vez, as teorias da “Incontinência da Mentira” e a muito estudada do “Mero Incompetente”. 

No dia 21 de Junho de 2017 foi inaugurado o conceito, contínuo e de pertença, de Cidade Sporting. Foram construídos 3 campos de futebol, um balneário, uma rotunda com Estátua do Leão, um Pavilhão multiusos de 3.000 lugares, uma mega loja, um espaço para um museu, um espaço para um restaurante e inauguradas ruas, com nomes de grandes figuras do Universo Leonino, em todas as envolventes. Mas agora irá ser criada uma pista de tartan, a ligar o Estádio ao Pavilhão, que já teria sido feita na altura se a Câmara Municipal de Lisboa tivesse autorizado (estava e análise), mais uma pista de skate e um cesto de basquetebol!

Já veio, o “al-Sahhaf” de Alvalade, conhecido como o fadista de Braga, dizer que o conceito de Cidade Sporting já era muito antigo e que até tem recordação de existir um bilhete, no museu, com esse projecto, dos anos 80, de João Rocha. “al-Sahhaf”  deve ir pouco a Alvalade, pois ter recordação de um papel no museu e não ver todos os dias a Cidade Sporting, que já está construída desde 2017, é “triste”. Mas já dizia a fadista Amália Rodrigues “tudo isto é triste, tudo isto é fado”.

A última validação do modelo, feita por “al-Sahhaf”, foi dizer “quando chegámos o Nuno Mendes nem sequer tinha contrato de formação assinado”. Mais uma intervenção ao estilo da “herança pesada”, “formação ao abandono”, “fui a correr comprar colchões”, ou da já mundialmente famosa frase de “al-Sahhaf”: “Não há tropas americanas em Bagdad!”

Mas “al-Sahhaf” não está sozinho nesta cruzada. Rui Pedro Brás confirma sempre todas as palavras do “Ministro da Informação”.

Nada falha na teoria de Saul, abraçada por Alvalade. Nunca nos poderemos esquecer que o “modelo teórico do Bacalhau” é claro:
 
 “Depois com uma pinguinha,
 Anima cá um rapaz,
 Quem quer alho, saladinha,
 Come um bacalhau à brás!”

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Diz-se que esta estratégia de “sucesso” é para continuar, até porque, também, o “modelo teórico da Cabritinha”, de Quim Barreiros, é defendido por Alvalade. Afinal gerir à custa do trabalho dos outros torna tudo mais fácil, ou a tese validada não fosse:

“Eu gosto de mamar,
 Nos peitos da cabritinha,
 Mamo à hora que eu quero,
 Porque a cabrita é minha!”

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