O Condado dos Afonsinhos!

Esta semana o meu editorial vai abordar o tema do Fundo de Resolução e a banca. Um tema que parece estar a passar ao lado de 90% dos portugueses que nem conseguem olhar para suas carteiras durante o mês.

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Poderia começar com a história dos Afonsinhos e o seu Condado, mas o que se está mesmo a passar em Portugal parece ser preocupante, mas que os portugueses até ao dia de hoje não se mostram muito inquietos com a situação.

Falo-vos da notícia do Novo Banco e do Fundo de Resolução que o Estado criou para salvar a banca nacional. Esta semana fomos surpreendidos com o anúncio do administrador do Novo Banco, António Ramalho, que ao apresentar as contas do semestre passado, descartou-se a dizer que poderá ser uma possibilidade de o Novo Banco, antigo BES (mais de 150 anos), acionar o Fundo de Resolução num pedido de mais de 700 milhões de euros.

Esse valor vai servir para tapar o buraco naquele banco e pagar mais ordenados chorudos aos senhores de fato de gravata que nada fazem a não ser gozar dos rendimentos altos à conta dos contribuintes.

Mas nada a que o Zé Povinho não esteja já habituado ao longo destes quarenta anos de ‘demokracia’.

Esta semana ainda, nas redes sociais, houve uma publicação curiosa, onde se dava um exemplo de alguém que recebia o seu ordenado mas que só em descontos para o IRS e Segurança Social, via desaparecer uma quantia avultada.

Pois é, andamos todos nós a descontar e a pagar impostos para o Estado depois aplicar o nosso dinheiro no setor da banca, quando a mesma já está falida, mas ninguém o admite, e os portugueses cada vez mais pobres para que se salvem os senhores dos bancos.

A minha questão fica no ar, se eu precisar de 50 mil euros, e não os tiver, dirijo-me ao banco, peço um empréstimo, preencho uma carrada de papéis, o banco vai ver a minha taxa de esforço, se estiver entre o amarelo e vermelho, o pedido é negado e eu fico a olhar para a resposta como um qualquer parvo que leva um pontapé no rabo e sai daqui para fora.

Então os bancos não deveriam de ser avaliados pelos portugueses? O Estado português não deveria colocar à consideração de todos nós, contribuintes, para que pudéssemos fazer uma análise de risco aos bancos que pedem emprestado? Ou só a opinião dos nossos governantes é que conta? Eu posso ter uma opinião contrária de qualquer um, mas só a opinião do outro lado é que conta?

Fica aqui este meu editorial para reflexão num Condado de Afonsinhos!

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