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“O Chega está a ser a maior desilusão política da nossa nação” quem o diz é o vereador demissionário do Entroncamento

Dentro do partido de André Ventura os militantes não se entendem com a direção e dizem mesmo que a contratação da ex-PAN Cristina Rodrigues é a vergonha do Chega.

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A polémica volta a estar na ordem do dia e dentro do partido Chega, André Ventura está novamente debaixo de fogo cerrado dos militantes e eleitos em algumas autarquias. O Diário do Distrito já tinha anunciado que os vereadores do Seixal e Sesimbra e até elementos do Chega da Moita já tinha apresentado a sua demissão de militantes, porque não concordavam com as linhas de ideias base das distritais e até da Nacional.

Esta semana fica marcada com mais demissões por parte de militantes e autarcas, isto depois de ser conhecida a contratação de Cristina Rodrigues, ex-deputada do PAN, que passou a não-inscrita no Parlamento, uma figura que ser opõe à touradas, defende a despenalização da canábis e do aborto e assume-se como feminista. Tudo que a ex-deputada é contra vai ao oposto daquilo que o Chega defende.

Lembramos que a única mulher que o Chega elegeu na Assembleia da República, Rita Matias, diz-se antifeminista.

Depois da contratação por parte do Chega a Cristina Rodrigues para coordenar juridicamente o gabinete parlamentar do partido de André Ventura, as vozes de dentro do partido se levantaram e houve mesmo baixas significativas para o Chega, diminuindo mesmo a representação autárquica do partido, como o caso do vereador do Entroncamento. Em declarações ao Expresso o autarca disse “O Chega está a ser a maior desilusão política da nossa nação”, para Luís Forinho a contratação que o Chega fez a Cristina Ferreira é uma contratação vergonhosa, descabida e que vai contra todos os princípios do partido.

Estava em curso um requerimento que foi feito pela concelhia do Entroncamento e que já contava com 84 assinaturas que, no entanto, foi fechada por ameaças que o partido fez com o propósito de castigar todos daquela concelhia e até a própria concelhia, disse Luís Forinho em declarações ao Expresso.

Com esta desfiliação, o Chega perde o seu quinto vereador desde as eleições autárquicas de setembro, nessas eleições o partido de André Ventura conseguia 19 eleitos.

Segundo declarações já prestadas por alguns deputados do Chega na Assembleia da República, dizem que Cristina Rodrigues não terá qualquer função política.

Esta polémica já fez mais baixas dentro do Chega, desde Braga a Évora, passando por Santarém até Alter do Chão, foram vários os dirigentes que viraram costas ao partido, incluindo autarcas e três vice-presidentes de distritais.

Maria Helena Costa, dirigente da concelhia da Póvoa de Varzim foi outra das figuras do partido que não concordou com a contratação e encerrou o seu ciclo no Chega.


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