O bombeiro dos desesperados e a Comunicação Social de fora!

O Editorial do Diário do Distrito esta semana fala sobre a falta de civismo dos visitantes da Festa das Vindimas e de uma certa 'comunicação social'

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Esta semana vou deixar-vos o meu editorial como o faço habitualmente no Diário do Distrito, e vou falar-vos do Santo Marcelinho, do Santo Amaro e depois do rigor jornalístico que algumas pessoas nos acusam de não termos, mas das duas uma, ou não sabem ler, ou não querem saber ler.

A semana fica marcada com várias situações que foram vividas nos seis dias da Festa das Vindimas: são os idosos escandalizados, porque quando acordam deparam-se com as ruas e becos da vila histórica de Palmela toda borrada, ou mijada, ou até o insólito acontece, onde adolescentes gemem toda a noite, pois fazem coisas indecentes, dizem os moradores de mais idade que se não fossem as persianas, nem Deus lhes valia, pois era estar no sofá a olhar para a janela como se fosse uma televisão e um daqueles canais mais atrevidos a transmitir, mas aqui em direto.

Moradores que se vão substituindo aos funcionários do Município de Palmela na hora da limpeza da calçada, ora é cagadelas, ora é mijarradas, vá-se lá saber o porquê, mas nem as caixas de correio escapam aos aflitinhos.

Oh meu Deus, tanta bebida para depois verter nos canais dos CTT, é só abrir a tampa da caixa e lá vai uma mijarrada, para dentro da pobre caixa, toca a molhar as cartas da Alzira que no outro dia a seguir pergunta à vizinha se choveu na noite passada, pois encontrou as cartas todas molhadas.

O desespero é total em todo o concelho de Palmela, não fosse o Santo Amaro apregoar aos ventos pela a ajuda do Santo Marcelinho, esse que tinha jantar marcado para as 20h00 de ontem, mas só chegou eram 22h30, Palmela, Palmela, que estás no alto, mas estás tão longe de Lisboa.

Pois Marcelinho, o bombeiro de todos os autarcas, o pai das selfies, o tio dos beijinhos, vai encantando as velhinhas que esperam horas a fio pelo Presidente da República, mas sempre atrasado aos compromissos. Para além de ser o homem dos sete ofícios, Marcelinho também é bombeiro nas horas das aflições, por isso é que Santo Amaro pediu nas suas prezes e foram atendidas, tem em mãos, em braços e até no corpo todo, um problema: O lixo que se espalha por todo o concelho, ele é lixo espalhado pela freguesia de Palmela, Pinhal Novo, Quinta do Anjo, então e União de Freguesias? Essa, tem um anjo chamado Sousa que gosta de tudo limpinho sem um mono, Sousa anda sempre em cima do acontecimento, para o que contribuiu também o trabalho deixado pelo José Silvério, que já a olhar para o futuro se preveniu em tempo útil e o investimento foi o resultado do algodão “Branco mais Branco não há”.

Marcelinho chegou e logo empoleirado ficou na varanda do Cineteatro S. João a fazer as honras de Estado a acenar ao povo, como de D. Dinis se tratasse, desculpe a modéstia a D. Dinis, mas esta saiu-me com a próxima Feira Medieval que está a chegar a terras de Palmela, mas será que o Santo Marcelinho terá a varinha de condão para o lixo fazer desaparecer? Fica a questão, pois essa não sei responder.

A Comunicação Social, essa, malvada de um raio, que até falta de rigor tem quando escreve sobre a Festa das Vindimas, sim, porque essa está no “meu coração”, fui também abordado por alguém que quando nos vê não nos fala, mas ontem caiu o Carmo e a Trindade do Altar quando se dirigiu a mim e acusou o meio de comunicação social que dirijo de falta de rigor, porque até uma frase que estava escrita numa peça era dela.

Claro que fui à pesquisa e não vi nada parecido, fiquei a pensar: “Será que sabe ler? Ou não quer saber ler e só me está aqui para chatear?”, é bom sabermos que incomodamos muito e que até nos procuram para nos lerem, mas falta de rigor é que não temos, nem de rigor nem de isenção, por isso é que ficamos fora das atividades de certos e determinadas instituições, porque não pactuamos com a corzinha!

Boa semana!

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