Rubrica

O (Bom) Conflito

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Muitas pessoas evitam o conflito. Fogem do confronto, do diferente, daquilo que as desinquieta e quiçá atormenta. Acomodam-se ao seu destino, escondem-se no fado, tão português, e assim seguem, anestesiadas.

Assim, se calam desagrados, opiniões e desabafos, deste modo internalizados em tristeza e ansiedade.

A zanga, exacerbada e sem limites penaliza a relação, cria mágoas e distâncias. Mas a zanga, expressa com verdade e com respeito permite a revelação e a proximidade: “Se me amas, ouves-me e aceitas-me”

Como psicoterapeuta, aprendi a reconhecer no conflito uma oportunidade de crescimento e de mudança, não sendo assim, de todo, sinónimo de agressão.

O conflito está, muitas vezes, presente nas consultas de terapia de casal. Mais aceso ou mais contido, de acordo com as caraterísticas de personalidade de cada um e com o modelo de comunicação no casal.

A escuta do Outro é altamente terapêutica, promove empatia, baixa o nível de agressividade e permite o encontro. Na palavra e no sentimento por trás da mesma.

Costumo dizer aos meus pacientes, que os casais, com luz por dentro, praticam o (bom)conflito. Não desistem de querer e ser mais. Ser mais casal e amar melhor.

“Se me amas, tens disponibilidade para me ler e ouvir. Se me amas, és verdade e não te escondes no silêncio dos que se conformam e desistem.”

E você? Pratica o (bom) conflito? Permite que a leiam? Ou esconde-se no silêncio e no conformismo? Um casal que não conversa, não se toca, que não discorda e não se desinquieta é um “não casal”, é outra coisa qualquer, mas já terá desistido do Amor Romântico.

Arrisque crescer, ser mais e amar melhor. Acredite que é possível. Olhos nos olhos, de mãos dadas com o seu amor.

 

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