Novos tempos: residência alternada enquanto regra?

Esta semana, um artigo de opinião de Rita Cássia (Antropóloga/Artista)

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Com o andar da carruagem, logo teremos em território português casamentos entre pessoas com animais ou entre pessoas com coisas ou entre pessoas consigo próprias. Uma vez que tais casamentos já são permitidos em outros países. Por exemplo, há quem já tenha se casado com o seu smartphone em Las Vegas, com o seu cão em países como Inglaterra, Irlanda e, também no Brasil.

Há quem tenha se casado com seus dois gatos… há sites na internet que organizam casamentos destes. Vejam bem, com comida: um rapaz russo casou – se com uma pizza! Uma artista casou – se com uma pedra em França, um jovem japonês casou – se com uma personagem de videogame numa cerimónia transmitida ao vivo pela internet! …

Perguntas que precisam de ganhar mundo:

– E quando se divorciarem? Como os tribunais encaminharão os animais? E as coisas? O que farão os tribunais com as coisas?

Visto que pessoas não poderão ter filhos com animais ou com coisas, não terão que ir a tribunal lutar por residência alternada, ou será que aparecerão filhos de pessoas com animais ou de pessoas com coisas, a fim de que possam vir a ser partilhados em residências alternadas semana sim, semana não? Sete dias com a pessoa e sete dias com o animal. Ou sete dias com a pessoa e sete dias com a coisa. Se a pessoa ou se o animal ou se a pessoa e se a coisa não se “entenderem” quanto a residência alternada enquanto regra, os filhos inventados poderão ser vendidos ou doados pelos tribunais?

Quanto aos casamentos de pessoas consigo próprias, possivelmente estarão livres para voar.

É, nós “humanos”, estamos sempre a surpreender!

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