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Novo executivo na Moita já mexe – Carlos Albino e a sua equipa já tomaram posse.

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O Salão dos Bombeiros Voluntários da Moita foi pequeno para acolher todos aqueles que quiseram assistir à tomada de posse dos novos órgãos autárquicos no concelho da Moita.

Perante uma plateia que se dividiu por eleitos, convidados e representantes de entidades ou instituições, apoiantes do Partido Socialista, e cidadãos anónimos, foram muitos aqueles que aplaudiram os recém empossados autarcas, principalmente o Presidente de Câmara ganhador, o jovem Carlos Albino.

Para trás fica um executivo CDU, onde passaram nomes que cruzaram várias listas e mandatos ao longo de 47 anos: fica também João Lobo, Presidente cessante na Assembleia Municipal, ex-Presidente da Câmara, e ex-autarca na Junta de Freguesia de Alhos Vedros.

No seu discurso, o presidente cessante da Assembleia Municipal da Moita, lembrou o papel da democracia, e em jeito de comparação destacou “o papel que as autarquias têm desempenhado, não só ao nível das necessidades básicas da população, mas também na cultura, no desporto, na construção de equipamentos sociais, na elevação de convivência coletiva”, e por exemplo, “na defesa do ambiente e do território”.

João Lobo salientou ainda que “o poder local deu e dá mais voz à população, reivindicando e conquistando, aquilo que é da responsabilidade do estado central: transportes coletivos, equipamentos sociais, escolas”, entre outros.

Em jeito de balanço dum percurso de 37 anos na vida autárquica, João Lobo destacou “a aprendizagem, as aspirações partilhadas e o trabalho colaborativo”, que em conjunto com todos os organismos são “um pilar fundamental do Poder Local e Democrático”. Como forma de agradecimento, o agora ex-Presidente da Assembleia Municipal, recordou todos aqueles com quem foi aprendendo “ao longo do tempo”, e a quem deve um “exemplo de persistência, abnegação, entusiasmo pelas causas nobres, e amor pela nossa terra – porque afinal é a isso que tudo se resume”.

Por seu lado, o agora presidente da Autarquia da Moita fez referência à alta taxa de abstenção no concelho, o que considerou um “número avassalador”, salientando o quão “é urgente trazer as pessoas de volta ao centro das decisões… ouvi-las e envolvê-las nas escolhas que irão determinar as suas vidas”.

Carlos Albino considera que a “hora da mudança chegou”, e que a “equipa” eleita tem “consciência que o futuro não se afigura fácil”, e mais uma vez afirmou o seu objetivo de “colocar o concelho da Moita onde ele merece, como um concelho que promova uma nova centralidade na Peninsula de Setubal.”

Para o mandato que agora começa, o socialista Carlos Albino promete uma “governação séria, pacífica, com um único objetivo de trabalhar para as pessoas, e solucionar os seus problemas”.

“Traçar um futuro promissor, transformar a moita num concelho desenvolvido, moderno, e onde todos tenham orgulho de viver e  trabalhar” é outro dos objetivos do novo Presidente da Câmara da Moita, que evidencia também o “potenciar de todas as suas vertentes: a social, económica, turística… e acima de tudo valorizar o bem mais precioso, as nossas gentes!”

Nesta sessão solene decorreu também aquela que é a primeira reunião da Assembleia Municipal, onde é votada a mesa e a presidência para o mandato que agora se inícia. A votação à lista única encabeçada por António Duro (PS), seguido pelos secretários António Chora (BE) e Claudia Fera (PS), foi aprovada com 20 votos SIM, 1 nulo, 1 contra e 9 brancos.

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Assim sendo e contas feitas, António Duro é o próximo presidente da Assembleia Municipal da Moita. No final da votação, o socialista fez questão de deixar algumas palavras, sublinhando que é seu objetivo “primar pela tolerância, respeito e firmeza no cumprimento das regras, entre todos os partidos, entre todas as opiniões”.

António Duro aproveitou para divulgar que tem em mente algumas ações que poderão ser apresentadas muito breve. Entre elas, destacou “uma sessão solene no 25 de abril, e a possibilidade de criação de uma Assembleia Municipal jovem, com o objetivo de atrair mais jovens para a política, e sobretudo despertá-los para os problemas da região”.

Acrescentar ainda que António Duro, convidou todos os partidos com assento na Assembleia Mun icipal, a usarem da palavra, para “partilhar ideias, sentimentos ou tudo o que lhes vier na alma”.


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