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Nove meses depois de desaparecer em Almada, gato é encontrado em Campolide

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Esta parece ser uma história de ficção, mas aconteceu na realidade. O protagonista chama-se Júnior e se é verdade que os felinos têm sete vidas, este gato já gastou algumas delas.

“Foi encontrado por mim numa colónia que tratava, com cerca de dois meses de vida, e tinha as almofadinhas de uma pata traseira queimadas» conta Paula Carvalho ao Diário do Distrito.

«Uma amiga adoptou-o através da ‘Onde há gato não há rato‘ e ele vivia entre a casa e o quintal, em Santo António da Caparica. Usava uma coleira com um sininho de forma a que soubessem sempre onde ele estava.»

Até que a 25 de Agosto de 2021 o Júnior desapareceu de casa.

«Procurámos por todo o lado, deixámos cartazes em todas as ruas, até com a indicação de que seria dada uma recompensa. Recebemos muitos telefonemas de pessoas que o julgavam ter avistado, e foram noites e noites à procura do Júnior. Embora os gatos pretos sejam todos iguais, este seria facilmente identificado porque não tem as almofadinhas da pata traseira.”

A descrição de Júnior explicava que se tratava de «um macho, castrado e chipado, com cerca de um ano, que sendo gato de casa «gosta de ter liberdade e ir ao jardim. O Júnior não tem as almofadas da pata direita traseira uniformes, pode coxear um pouco.»

Passados nove meses, a tutora de Júnior foi contactada pela Casa dos Animais de Lisboa, porque um gato preto havia sido entregue ali por alguém, e fora identificado através do chip.

“O Júnior foi levado à Casa dos Animais, por alguém que o encontrou em Campolide no domingo. Através do chip a tutora foi identificada e já esteve com ele. Tem a mandibula fracturada. e agora está internado, porque além de magro e muito desidratado, irá precisar de ser operado.”

Sobre o que levou a esta ‘viagem’ do Júnior entre as duas margens, Paula Carvalho confessa não compreender.

“É impossível que tenha ido no motor de um carro, porque é um gato grande e adulto, e depois com o ruído ao passar a ponte, de certeza que saltaria do motor. A minha teoria é que ele foi agarrado por alguém, que o levou nessa noite, e agora caiu de uma janela, para fazer esta fractura no maxilar e, ou andou perdido na zona até ser achado por alguém de bom coração, ou decidiram ir entrega-lo para tratamento, como sendo gato de rua.”

As notícias são animadoras: “apesar do problema no maxilar, já come e dá turrinhas. No primeiro dia parecia muito assustado, mas agora já reconheceu a tutora e as filhas desta. Esperemos que recupere depressa. Infelizmente, não vamos poder saber o que se passou na realidade, porque eles não nos conseguem contar.”

Uma história com final feliz, que demonstra que quem perde um animal não deve deixar de ter esperança de o reencontrar, e também, mas sobretudo, a importância de chipar todos os animais, mesmo ‘os que não saem à rua’.

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