Montijo

(Nova) Troca de ‘galhardetes’ marcou última reunião camarária do mandato no Montijo

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A última reunião camarária no Montijo deste mandato iniciou-se com um voto de pesar pelo falecimento de Jorge Sampaio, apresentado por Nuno Canta, aprovado por unanimidade, que foi seguido por um voto de silêncio.

Noutra intervenção, o presidente da Câmara Municipal referiu “o arquivamento, por parte do Procurador-Geral da República do Tribunal de Almada, de duas queixas caluniosas feitas pelo vereador do PSD, João Afonso, sobre processos de loteamento que teriam levantado suspeições.

Esta é a posição do vereador, que usa as redes sociais, tribunais e comunicação social para lançar calúnias bacocas, mas quando recebe as decisões desfavoráveis, neste caso em Maio deste ano, esconde-se à espera que ninguém se lembre de voltar a falar no assunto, nem pede desculpas.

Em todos os casos em que este vereador se envolveu, foi derrotado e disso nada disse. Como diz o povo, mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo”, classificando ainda o vereador como “um mentiroso, um falso e um vendedor de boatos, uma conduta criminosa e inadmissível em democracia”.

Nuno Canta referiu ainda outro processo arquivado “desta feita com queixa feita pelos vereadores da CDU, Carlos Almeida e Ana Baliza, que alegaram crime de ‘dano qualificado’ e ‘denegação de justiça’, acusando o presidente de comentários de natureza xenófoba, arrolando na queixa o rol de queixas feitas pelo vereador João Afonso. E isto demonstra que a verdade vem sempre ao de cima como o azeite.”

Maria Clara Silva também acusou João Afonso de “uma loucura desenfreada de queixas” e de ter feito uma queixa à ACT sobre as obras numa escola.

Em resposta, João Afonso garantiu não ter feito qualquer queixa ao ACT, “estão a criar uma fantasia, e se tiverem essa queixa, apresentem-na publicamente. Quando faço queixa, assino. E desafio-a que faça prova, de contrário é absolutamente falso o que diz.”

Em relação aos comentários de Nuno Canta, o vereador social-democrata afirmou que “o presidente vem aqui reiteradamente fazer acusações à oposição sobre queixas anónimas.

Não foi feita qualquer participação, o que demos foi conhecimento ao Ministério Público de uma possível ilegalidade, que partiu dos próprios serviços técnicos da Câmara Municipal.

Mas devia também falar do processo de alegada violação de correspondência, que veio dizer publicamente que estava arquivado e depois não disse que o mesmo foi reaberto pela PGR.”

Após uma discussão que durou mais de uma hora, entre Nuno Canta e João Afonso, o vereador Carlos Almeida (CDU) reprovou “a forma reiterada como o presidente aponta que as queixas são da ‘oposição’” e também endereçou críticas à forma como o PSD “realizou a luta política usando a luta judicial, sem construir uma acusação coerente, e dando assim argumentos para legitimar as decisões da maioria do PS”.

Acerca da queixa imputada pelo presidente à CDU, Carlos Almeida “tentarei ser pedagógico, e explicar para quem o ouviu, infelizmente apenas para os presentes, que a queixa não foi de racismo ou xenofobia, que seria de injúrias ou difamação, mas sim de dano, por mandar destruir as gravações e atas. Sabe também que a denúncia é obrigatória para os funcionários/ agentes políticos quando tomarem conhecimento de crimes.

E a CDU não podia ficar no silêncio perante as queixas do PSD sobre a abertura de correspondência, sob pena de ser considerados coniventes. A questão do racismo tem a ver com algo que foi dito na referida reunião e da qual não há prova, porque precisamente as gravações foram destruídas.”

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A vereadora Maria Clara Silva (PS) relembrou também que “esse assunto de racismo foi levantado porque houve um comentário sobre um contentor preto…”.

Oito anos depois de ser eleito vereador, Carlos Almeida deixou também uma declaração sobre o seu percurso no Montijo, com Nuno Canta, Maria Clara Silva e Ana Baliza (CDU) a deixarem também uma palavra sobre o seu percurso autárquico.


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