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Ninguém escapa: “vamos todos ser infetados” com a Ómicron

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O matemático Carlos Antunes, investigador e professor da Faculdade de Ciências de Lisboa, garante que “vamos todos apanhar este vírus”, confirmou ainda à CNN que “o que os especialistas em epidemiologia indicam, com as capacidade que este vírus tem de mutação, é que não o podemos erradicar. E se não o podemos erradicar, mais tarde ou mais cedo todos nós vamos ser infetados. Com o nível de transmissibilidade que estamos a observar com esta variante, eu estimo que em março, em termos de número de casos detetados, possamos chegar aos 3,5 milhões. Mas sabemos que o número de infetados real é superior ao número de casos que detetamos. E se assumirmos que o número de casos é o dobro, podemos atingir em março sete milhões de pessoas infetadas com esta variante”.

Assim, “aparentemente, a evolução dos números indica-nos que estamos a atingir um planalto, um pico. E se olharmos para as diferentes regiões, observamos que há regiões que, de facto, já atingiram esse pico – como o Centro, Lisboa e Vale do Tejo, o Alentejo e os Açores. Há outras regiões que ainda estão numa fase ascendente de casos e isso faz com que o pico em termos nacionais se possa observar nos próximos dias, um bocadinho mais à frente. Mas não há no número de casos detetados muito espaço para subir muito mais além disto.”

 “Em termos médios estamos nos 32.000 casos diários numa média a sete dias, mas estaremos muito próximo do pico porque a taxa de variação diária do número de casos está a estabilizar e a tender para zero, está aliás muito próxima de zero. O R(t) também está numa convergência para 1,0. A nossa estimativa atual é já de 1,15 e com uma tendência descendente e, portanto, confirma a tendência de que estaremos muito perto de atingir o patamar máximo de casos.”

Apesar da variante Ómicron ser menos perigosa, “nos hospitais há uma nova realidade e um novo desafio, que tem que ver com a possibilidade, devido à elevada transmissibilidade, de termos equipas médicas, enfermeiros e auxiliares que estando infetados vão ter de ficar em isolamento e isso pode criar problemas ao nível de escalonamento nas equipas hospitalares. Mas, tirando isso, a pressão hospitalar não terá nada que ver com a do ano passado”.


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