Editorial

Não sou contra o 25 de Abril… Sou contra aos idiotas que querem festejá-lo na Assembleia da República

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Antes demais, gostaria de deixar aqui uma primeira nota: os jornalistas são pessoas que pagam os seus impostos e ainda pagam para trabalhar, sim, porque ser jornalista em Portugal tem destas coisas, queres trabalhar naquilo que mais amas, mas pagas e não bufas.

Depois deste a parte, gostaria de dizer que não sou contra o 25 de Abril nem ao 1º de Maio, sou contra sim a todos os idiotas que teimam em colocar as suas vidas e a dos outros em risco.

Primeiro começou por dizer-se que a Assembleia da República iria festejar a data com 300 pessoas dentro daquela que é a casa da democracia portuguesa, mas perante as vozes que mais alto se levantaram, lá reduziram para 130 pessoas.

Mas há mesmo necessidade de teimar numa coisa sem importância este ano, ano esse que estamos todos no mesmo barco? Porquê fazer uma birra em não adiar as festividades para o ano que vêm e deixar este com aquele simbolismo de cantar o Grândola Vila Morena à janela e varandas das nossas casas? Porque tem que estar uma centena de engravatados com o cravo na lapela do casaco a cantar na Assembleia da República? Sim, se for só para a fotografia, os telefones já conseguem fazer uma bela de foto e colocar nas redes sociais, sim, aquelas redes onde os nossos deputados passam o tempo todo nos computadores pagos pelo povo em vez de discutir o que é importante e essencial para o país.

Repito, não sou contra o 25 de Abril, nem ao 1º de Maio, sou contra os idiotas que teimam em seguir em frente com a estapafúrdia das comemorações, estamos todos confinados, nós que deveríamos ser os primeiros a comemorar a liberdade, foi o povo quem saiu às ruas com a ajudas das Forças Armadas e não os políticos, alguns deles nem viveram o 25 de Abril.

Sim, porque nem nas escolas que são geridas pelo Estado, os miúdos aprendem a história do 25 de Abril; damos Viriato, D. Afonso Henriques e nada mais, e porquê? Assim sendo que mal faz estarmos todos quietos em casa e festejarmos todos para o ano que vêm as duas datas importantes, porque o 25 de Novembro, nem sei porque se apagou do mapa.

Papa Francisco fez sacrifício nesta Páscoa, celebrando-a para uma praça vazia, o 13 de Maio vai ser celebrado numa praça vazia, e porque se teima em encher a casa da democracia? Não entendo eu nem 99,9% dos portugueses.

E temos ainda uma central sindical a afirmar que irá festejar o 1ª de Maio «na rua, garantindo as necessárias medidas de protecção e distanciamento». Pelos vistos, para a CGTP os direitos dos trabalhadores apenas podem ser defendidos num dia especifico, aquele dia em que até muitos se esquecem e aproveitam para ir às compras aos supermercados que se mantêm abertos.

 

Depois temos casos como o de Vila do Conde, ‘há e tal, está tudo bem, o vírus até é bonzinho, não mata ninguém, então vamos todos para a rua’, como diz o povo… Tenham dó! E como diz o ditado “Faz como Frei Tomás: Faz o que eu digo, mas não faças o que eu faço”.

Boa semana para todos.

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