Opinião

Não podemos ter medo de viver!

- publicidade -

O ano que ora finda e esta pandemia que inferniza as nossas vidas desafiam-nos a vencer o medo, o pior vírus da humanidade, e a rasgar horizontes de esperança para o futuro, já para um melhor 2021.

Nunca como hoje se desferiu tão violento ataque depois do 25 de Abril contra a única força de esquerda que conta, que está sempre e coerentemente ao lado dos trabalhadores e do povo, contra o único partido progressista com forte implantação e capacidade de mobilização social…por conseguinte, nunca como hoje foi e está colocado em causa o nosso regime democrático nascido com a revolução de Abril.

A esta ofensiva soma-se o branqueamento do fascismo, o apoio e a tentativa de normalização de forças populistas e antidemocráticas, que ressuscitam e propagam na nossa sociedade, através das redes socias mas também com a triste complacência de grande parte da comunicação social, um retrocesso civilizacional assente na promoção dos valores mais retrógrados da humanidade, do racismo ao machismo, da xenofobia à misoginia…

A campanha contra o PCP e contra as forças do progresso e do trabalho, que se consubstanciou em 2020 nos ataques violentos e inusitados, desproporcionais e maldosos contra as comemorações do 25 de Abril e do 1.º de Maio, contra a Festa do Avante e contra o XXI Congresso do PCP, que já se repercute na campanha presidencial de João Ferreira, de proximidade e de contato direto com as populações…por certo que se estenderá às comemorações do centenário do PCP em Março próximo.

Quem sentado no sofá se aninha de pantufas atrás dum teclado ou apenas se empertiga perante um microfone ou uma câmara de televisão, naturalmente que não entende quem nunca se resigna ou sucumbe à ideologia do medo, e hoje, como nos últimos 100 anos, não aceita a suspensão da vida e da democracia, e está aí, como sempre, com coragem e determinação, na rua e na luta pela salvaguarda dos nossos direitos e liberdades, sem prejuízo do cumprimento integral e exemplar de todas as medidas de proteção.

Devemos aos comunistas portugueses, mais uma vez, a indicação do caminho de como se pode continuar a viver na adversidade, tomando as precauções necessárias e vencendo o medo, que só serve aqueles que se aproveitam de todas as desgraças para acentuar a exploração e as desigualdades.

Será sobretudo com o PCP que poderemos contar para enfrentar e amenizar os efeitos da grave crise económica e social que já se abateu sobre todos nós, não obstante as expetativas abertas com o plano de vacinação que se prolongará, pelo menos, por todo o ano de 2021.

Depois de ter sido membro durante 18 anos, não o sou já desde 2003 porque entendi não estar à altura das exigentes responsabilidades que recaem sobre um verdadeiro militante comunista.

Em todos estes anos, não obstante vários momentos de dúvida e hesitação, nunca deixei de reconhecer na posição e ação políticas do PCP elementos essenciais e fundamentais à salvaguarda do nosso regime democrático, das nossas liberdades e dos nossos direitos.

Mas nos dias que correm, a minha identificação com a postura corajosa dos comunistas portugueses, nesta fase tão difícil das nossas vidas, é tão profunda que, não fora eu sentir não ter mais condições pessoais para o efeito, preencheria de imediato nova ficha de inscrição.

Pois a vida mostra cabalmente que, nestes momentos particularmente complexos, quase que só podemos contar com o PCP, que, reconhecendo e cumprindo rigorosamente com todas as regras de precaução sanitária, nunca deserta da vida, nunca se deixa derrotar antes de travar uma qualquer batalha pela defesa dos interesses do país e do nosso povo, tal como aconteceu ainda muito recentemente na discussão e votação do Orçamento do Estado para 2021, e que nunca se ajoelha perante as dificuldades.

A mim já me enoja a tamanha falta de respeito de algumas pessoas e entidades por um partido centenário, cujos militantes e dirigentes deram a vida pela democracia, com sobejas provas dadas na luta contra o fascismo, pelas nossas liberdades, direitos e garantias.

Ainda agora, seja na rejeição do inútil e abusivo “estado de emergência”, seja na luta por mais meios para o SNS, para as escolas e transportes públicos, seja na proposta de proteção a todos os profissionais na linha da frente… os comunistas portugueses são os únicos que defendem por inteiro e com convicção a nossa Constituição democrática e mantém a nossa democracia viva, que têm a coragem de se opor à ideologia do medo e que lutam pela continuação da vida, com precauções mas com dignidade e com direitos.

São os únicos que, mais do que nos impelirem a não ter medo de morrer, nos encorajam todos os dias, particularmente através da qualificada candidatura presidencial de João Ferreira, a não ter medo de viver.


Sabia que o Diário do Distrito também já está no Telegram? Subscreva o canal.
Já viu os nossos novos vídeos/reportagens em parceria com a CNN no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!
Siga-nos na nossa página no Facebook! Veja os diretos que realizamos no seu distrito
Siga-nos no Feedly, carregue em seguir (follow)

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *