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‘Não existe sociedade sem forças de segurança, nem forças de segurança sem sociedade’

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A cerimónia militar do 13.º aniversário do Comando Territorial de Setúbal decorreu esta tarde na Avenida D. Manuel I, em Alcochete, e contou com a imposição de condecorações e entrega de diplomas, a homenagem aos mortos e alocuções do Comandante do Comando Territorial de Setúbal, Coronel Marco Goncalves, e do Comandante do Comando de Doutrina e Formação, Major-general João Manuel de Sousa Meneses Ormonde Mendes.

Também presentes estiveram o presidente da Câmara Municipal de Alcochete e autarcas eleitos, e o vereador Carlos Rabaçal, da Câmara Municipal de Setúbal, entre outras entidades.

O Coronel Marco Rodrigues destacou alguns aspectos da história do Comando, “instalado em Setúbal há 110, mas há 13 anos com a actual designação” e frisou a importância de “comemorarmos o passado, homenageando todos os Homens e Mulheres que ajudaram a construir a GNR como a força humana que é, mas também com os olhos postos no futuro, num território tão exigente como o distrito de Setúbal”.

Em jeito de balanço, apresentou dados relativos às intervenções do Comando Territorial, “na intervenção em 15 mil crimes, 2 mil detenções e 55 mil contraordenações, em 2021, além do apoio a 20 mil vítimas de violência doméstica e a resposta a 2 mil queixas para o SOS Ambiente, para o que contribuem as metodologias de trabalho inovadoras e a maior capacidade tecnológica.

Tivemos também intervenções em celebrações religiosas e desportivas, algumas com enorme complexidade, e garantimos também o acompanhamento de mais de 60 mil alunos dos estabelecimentos de ensino do distrito.

Numa área essencialmente urbana, as principais intervenções são ao nível do tráfego, uma tarefa complexa e para a qual dirigimos os mais variados meios.

Apesar dos dados positivos, o Comandante da Unidade deixou alguns alertas, nomeadamente “acerca da mediatização que é feita do serviço da GNR, e que em muitos casos contribui para criar um receio na população muito superior ao que seria expectável, e daí a necessidade de incentivar a população para continuar a confiar nas forças de segurança”.

Também por esse motivo, entre outros, considerou ser “importante garantir a maior visibilidade da Guarda junto da sociedade, sinónimo de sentimento de segurança”.

Os reparos foram também ‘enviados’ às entidades superiores, quando apontou a necessidade de promover a dignidade dos guardas, a melhoria das condições de trabalho e a manutenção física dos meios, mas também “a promoção da cultura de responsabilidade moral e material dentro da Guarda, não só de quem comete delitos, mas também de quem, investido de autoridade para tal, não os impede”.

Terminou relembrando que “nas horas em que todos dormem, são os guardas que patrulham as aldeias e as vilas. Não existe sociedade sem forças de segurança, e nem forças de segurança sem sociedade.”

A alocução do Major-general João Ormonde Mendes centrou-se na crescente aposta na formação e integração de novos guardas, e no agradecimento às entidades parceiras e à sociedade civil.

“Neste momento importante temos de realçar a herança e o legado que a GNR tem dado à população de Setúbal, mas também honramos os muitos que serviram a população, por vezes com o sacrifício da própria vida.”

Deixou também uma palavra “para as famílias dos Guardas, que os apoiam incondicionalmente” e frisou que “este foi mais um ano de intensa actividade a que a Guarda soube responder, no actual contexto que o país e o mundo vivem, dando resposta aos fluxos migratórios e à actividade criminal agregada.

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Destacou o facto de o distrito de Setúbal ser “o quinto maior do país”, e enalteceu “na pessoa do Comandante do Comando, a forma como todos têm conseguido dar resposta às solicitações, com os recursos que têm, e garantir as parcerias policiais e judiciais”.

Já quanto aos reparos, abordou a necessidade de “racionalização dos meios e a criteriosa aplicação dos recursos devido ao período que o país atravessa. As necessidades tendencialmente crescem, e os recursos escasseiam.”

Já relativamente aos meios humanos, sublinhou o facto de “em 2021 integraram a GNR mais 1.400 guardas provisórios e em 2022 já temos 1.600 guardas provisórios. Estamos também apostados num rejuvenescimento das fileiras e numa aposta forte nos recursos humanos e na sua formação, garantindo uma renovação contínua.

Valorizamos o vosso trabalho, conscientes do muito que vos é exigido.”


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