Barreiro

Munícipes do Barreiro com queixas de ruido, urina e vomitado na rua

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Na reunião camarária desta quarta-feira na Câmara Municipal do Barreiro, no período aberto à população, interveio Vítor Sampaio, em representação de um grupo de moradores da Avenida Alfredo da Silva, na cidade do Barreiro.

“Recolhemos um conjunto de assinaturas para dar conta do problema que vivemos ali

Desde 2016 que durmo mal e tenho de usar tampões. Tudo por causa de um estabelecimento «Grab&Go» que ali foi instalado. Em dois dias recolhemos dezenas de assinaturas porque ninguém compreende como licenciaram este estabelecimento numa zona residencial.

E desde essa altura praticamente ninguém voltou a ter sossego. Sempre foi mau, mas desde o início da pandemia está muito pior, porque o local é usado para as reuniões de certas pessoas durante a noite, que além do ruido, usam o espaço público como casa de banho, para urinarem e vomitar.

Não satisfeitos com isso, fazem rallies em redor da rotunda, já atiraram com um poste abaixo.

Temos enviado emails para a Câmara Municipal para tentarem resolver e não conseguimos compreender como se licenciou algo assim”.

Outra queixa do munícipe apresentou foi sobre a ocupação de motoristas da Uber Eats de espaços de estacionamento de cargas e descargas “que tomaram de assalto, estão todos juntos sem máscaras e ali comem e bebem, fazendo barulho. Eu usava a Uber mas agora prefiro andar a pé e ir buscar comida, porque não arrisco entregas com aquele serviço. Numa noite contámos dezoito pessoas.”

As mesmas queixas sobre o «Gra Uber Eats levou à reunião outro morador (que não se identificou) que se queixou do ruído, “porque os motoristas da Uber só desmobilizam pela meia noite e meia. Há uns tempos tive o mesmo problema com os trabalhadores da MacDonalds, e falei com a sede e o assunto foi resolvido. Com esta empresa, não há contactos.

Pedimos à Câmara Municipal que os retire dali, criando outro espaço para estarem estacionados. Fazemos queixa à Junta de Freguesia, dizem que é com a Fiscalização, desta dizem que é com a polícia, e andamos neste ‘circuito fechado’ há meses.”

Também este munícipe apresentou queixas relativas à «Grab&Go», “que é usado por gente da pior espécie. Todos os dias os moradores têm de ter cuidado ao sair de casa para não pisar imundices e a senhora que tem o café em frente tem de lavar o chão todas as manhãs, desde que voltou a abrir, porque urinam precisamente na porta dela. E a isto juntam-se as corridas de automóveis e os peões que os artistas gostam de fazer antes de ir comer, beber e fazer porcarias.

É uma situação complicada e não percebemos como se mantém ainda.

E sabemos que ou estas coisas se cortam cedo, ou a tendência é para piorar, sendo que da polícia já nos disseram que só com um agente ali 24 horas é que podiam tentar terminar com a situação.”

Aos munícipes respondeu o vereador Rui Braga, que agradeceu o envio do abaixo-assinado “porque também precisamos de ter a vossa opinião e vivência, embora também tenhamos conhecimento do caso.

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Em relação ao que se passa junto do «Grab&Eats», trata-se de um problema de polícia e também nosso porque é responsabilidade da Fiscalização.

Hoje trazemos aqui uma proposta para redução de horário desse estabelecimento, para iniciar o procedimento, seguindo-se a auscultação de algumas entidades, e depois voltarmos a votar esse horário. A Câmara Municipal já devia ter um regulamento com essas regras, que já trouxemos à votação mas que não foi aprovado.”

Sobre o estacionamento dos motoristas Uber Eats, a polícia também devia multar, mas há também um problema de regulação dos espaços públicos. O planeamento da Câmara Municipal está a trabalhar para organizar o espaço e dar-lhes um espaço, com resposta a breve trecho. Mas da nossa parte também estamos a aprender com isto porque houve uma ‘explosão’ dessa actividade, que agora precisa de regulamentação.”

O presidente Frederico Rosa acrescentou ainda que “o assunto do «Grab&Go» não é de todo um assunto fácil, nunca devia ter sido licenciado numa zona habitacional, mas há também o caso de que os problemas ocorrem fora do estabelecimento, em zona pública e a  polícia também nos faz chegar as reclamações, porque todos conhecemos o problema, mas repito que não é de fácil resolução.”

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