Motoristas: “Espero que não tenhamos de voltar a passar por uma situação como esta”, diz António Costa

Primeiro ministro agradeceu esta segunda-feira aos militares das Forças Armadas pela prontidão e empenho que tiveram durante a greve dos motoristas de matérias perigosas

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O primeiro-ministro, António Costa, agradeceu hoje aos militares das Forças Armadas o trabalho desenvolvido durante a greve dos motoristas e manifestou a esperança de que o país não tenha de “voltar a passar por uma situação como esta”.

“Espero que não tenhamos de voltar a passar por uma situação como esta, mas é muito reconfortante para o país saber que, se uma situação como esta voltar a acontecer, temos capacidade das nossas Forças Armadas não só para responder como também para escalar essa evolução em caso de necessidade”, disse o chefe de Governo.

António Costa visitou hoje o Comando Conjunto para as Operações Militares, no concelho de Oeiras, onde foi inteirado sobre a atuação dos militares durante a greve que teve início na passada segunda-feira.

Na ocasião, o chefe de Governo aproveitou para agradecer aos militares dos três ramos das Forças Armadas “o trabalho que desenvolveram”.

“Todo o país está ciente de que, em situação de crise e em situação de dificuldade, as Forças Armadas estão presentes”, notou.

Costa destacou que as funções das “Forças Armadas não são só as missões que desempenham em nome do país ao serviço das Nações Unidas, da União Europeia e da NATO no exterior, não são só as funções de assegurar a integridade do nosso território e da soberania”, e salientou que “há uma missão muito importante de apoio às populações, que tem sido muito intenso nos últimos anos no que diz respeito às situações de catástrofe natural e, em particular, nos incêndios florestais”.

Na opinião do primeiro-ministro, “estas missões de interesse público são muito importantes”.

Desde segunda-feira até domingo, o Exército, Marinha e Forças Aérea realizaram 161 transportes no âmbito da requisição civil.

“Como se verificou, pudemos contar com as Forças Armadas e estes 161 transportes foram absolutamente fundamentais”, referiu Costa, assinalando que “grande parte deles” destinaram-se ao abastecimento do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, “sem os quais teria afetado seriamente o funcionamento de uma infraestrutura fundamental para o país”.

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) anunciou no domingo que decidiu desconvocar a greve que se iniciou na segunda-feira, dia 12.

A decisão, anunciada pelo presidente do SNMMP, Francisco São Bento, foi tomada durante um plenário de trabalhadores do sindicato, que decorreu no domingo à tarde em Aveiras de Cima.

Esta manhã, o primeiro-ministro anunciou o fim da crise energética às 24 horas de hoje, após uma reunião na entidade para o setor energético em Lisboa.

Para as 09:00 estava marcado um Conselho de Ministro eletrónico para declarar o fim da crise energética, acionado na sequência da greve dos motoristas.

O Governo confirmou hoje que está marcada uma reunião a realizar terça-feira no Ministério das Infraestruturas e Habitação, em Lisboa, com vista à retoma das negociações.

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