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Morreu Carlos ‘O Fininho’ Miguel

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O ator Carlos Miguel, nome da comédia e do teatro de revista, conhecido como ‘O Fininho’, do antigo concurso “1, 2, 3” da RTP, morreu hoje, no Hospital de Santarém, aos 77 anos, onde estava internado devido a doença prolongada.

Ator, artista plástico, escritor, Carlos Miguel construiu uma carreira de cerca de 40 anos, grande parte dela nos palcos do teatro de comédia e de revista, sobretudo no Parque Mayer, em Lisboa.

O percurso de Carlos Miguel no teatro teve início em 1959, no Conservatório Nacional, em simultâneo com os seus primeiros trabalhos em palco, no Teatro da Trindade, num espetáculo de mímica, que também viria a estudar em Paris, com o mestre Marcel Marceau.

Na década de 1960, fez parte da Companhia Lírica e da Companhia de Teatro Popular, mas foi na Empresa Teatral José Miguel, que se manteve ativa durante cerca de 20 anos, que se estreou na revista, em 1966, na produção “Mini saias”, de Paulo da Fonseca, César de Oliveira e Rogério Bracinha.

Ali viria a trabalhar durante quatro décadas, nas quais entrou em cerca de 200 peças, mas foi na televisão, num desempenho a solo, durante quase 90 semanas, em 1984, que Carlos Miguel firmou o seu nome, junto do grande público, com as mais de 40 personagens assumidas por Fininho, sessão após sessão, do concurso “1, 2, 3”, da RTP1.

Sucederam-se então, nos anos de 1980/1990, novos trabalhos em televisão, sempre em comédia – ou a fazer valer o seu jeito de comédia – em séries como “Eu Show Nico” e “Nico D’Obra”, de Nicolau Breyner, “Trapos e Companhia”, “Os Andrades”, “Polícias”, “Reformado e Mal Pago” e “Médico de Família”.

Um cancro nas cordas vocais, em 1998, afastou-o da profissão e de Lisboa, onde nascera, para se fixar na aldeia do Granho, em Salvaterra de Magos, onde se viria a aplicar na sua outra paixão, a pintura, que lhe ficou do curso da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa.

O corpo de Carlos Miguel será acompanhado pela família, no domingo, para o crematório de Almeirim, sem cerimónias fúnebres.

Na memória ficarão sempre as gargalhadas que provocou num dos mais icónicos programas da televisão portuguesa.


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