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Moradores de Campo de Ourique contra estação de metro

Um grupo de moradores da freguesia de Lisboa criou um movimento pela preservação do Jardim da Parada onde está prevista a construção da estação de metro de Campo de Ourique, o que motivou um abaixo-assinado para exigir “uma solução alternativa”.“Metro em Campo de Ourique, sim! No Jardim da Parada, não!”, afirma o movimento “Salvar o Jardim da Parada”, constituído por moradores desta freguesia e que luta pela preservação e integridade deste espaço verde de “características únicas”.

Em causa está a expansão da Linha Vermelha do Metropolitano de Lisboa entre São Sebastião e Alcântara, que inclui a construção de quatro novas estações, inclusive em Campo de Ourique. Neste caso, está previsto construir a estação a 31 metros de profundidade sob o Jardim Teófilo Braga, também conhecido por Jardim da Parada.


Segundo os moradores, trata-se de “um jardim histórico e dos poucos espaços verdes de Campo de Ourique”, e a construção implica “o abate de algumas árvores e sobretudo alterando as condições edáficas do solo, colocando diretamente em risco árvores classificadas e indiretamente todas as outras”.

“Tudo foi apresentado como definitivo ao arrepio das dezenas de intervenções de moradores contra esta escolha”, indicam, referindo que foi pedido ao Metropolitano que cedesse os estudos que permitiram escolher o local para a nova estação e que fossem colocados no site da junta, para que todos os interessados pudessem consultar.

Num comunicado dirigido ao ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, e ao primeiro-ministro, António Costa, os moradores exigem “que seja encontrada uma solução alternativa para a estação do Metropolitano de Campo de Ourique, fora do Jardim da Parada”, considerando que, caso a obra avance como está, a configuração atual e a dinâmica social deste espaço verde “serão irreversivelmente alteradas”.O movimento apresenta quatro pareceres, inclusive da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, que manifesta “perplexidade” por o traçado da estação de Campo de Ourique “depender de construção massiva”, e considera que “a solução proposta não preenche os requisitos mínimos de promover a sustentabilidade ambiental, social e económica”.

Outros dos pareceres são do Fórum Cidadania Lx, que questiona se fará sentido “estropiar um jardim histórico […] quando o local mais apropriado e já devidamente estudado é junto aos Prazeres, para daí sair o metro, cruzando a Avenida de Ceuta, em direção da estação ferroviária do Alvito”; da Plataforma em Defesa das Árvores, que considera “absurda” a escolha do Jardim da Parada por “sacrificar a vários níveis as suas árvores”; e do engenheiro civil Pompeu Santos, que defende cinco em vez de quatro novas estações, com a criação de uma em Campolide e a deslocalização da estação de Campo de Ourique para a Rua Francisco Metrass.

Com um investimento de 304 milhões de euros no Plano de Recuperação e Resiliência 2021-2026, o prolongamento da Linha Vermelha prevê a construção das estações Amoreiras, Campo de Ourique, Infante Santo e Alcântara.


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