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Montijo | Prontos a “embarcar” no Ano Náutico 2022

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A cidade do Montijo recebeu este fim-de-semana a abertura do “Ano Náutico 2022”, uma festa de cultura e tradições, que levou muitas entidades e populares até à zona ribeirinha do Montijo. Um ato “formal”, que é tradicionalmente um momento emotivo e de união entre os amantes dos barcos, do mar e do património marítimo.

Este ano, a cidade escolhida foi o Montijo, num convite endereçado à SCUPA, a Sociedade Cooperativa Piscatória Aldegalense. Uma das mais antigas coletividades do concelho, e que tem na sua história as artes do mar e das gentes, para além do Museu do Pescador, com espaços e objetos que transbordam emoções e fotografias dos tempos em que o Montijo era a “Aldeia Galega”.

Segundo a entidade Associação Marinha do Tejo, este é o primeiro evento do ano, “e é aqui que as associações ou clubes se juntam para (re)começar as trocar informações e preparar eventos”. Paulo Pereira, presidente da Associação explicou ao Diário do Distrito que “o número de intervenientes que têm procurado a Marinha do Tejo tem vindo a crescer, e hoje em dia, são já 14 as associações a fazer parte deste projeto”.

“O calendário das atividades para 2022 tem mais de 50 eventos”, explicou Paulo Pereira, que acrescentou que “este é o reflexo de um crescimento das associações que já não fazem a dissociação da vela tradicional ou da vela de cruzeiro”. Para o responsável da Marinha do Tejo, o que “importa é que são pessoas amantes do mar e da vela que querem estar juntos, e hoje no Montijo onde se sente a paixão das pessoas pela recuperação das embarcações tradicionais, ainda faz mais sentido, porque há toda uma história envolvente que nos deixa um gosto especial”, sublinhou.

O arranque do Ano Náutico 2022 coincidiu com o Dia dos Centros Históricos, e para Nuno Canta, presidente da Câmara Municipal do Montijo “tudo faz sentido”. O edil considera que “há ligações indissociáveis, porque esta é uma terra com fortes ligações ao rio: a cultura, a memória, a tradição, a história destas gentes está ligada ao estuário do Tejo”, lembrou.

O autarca do Montijo sublinhou que ao “abrir o Ano Náutico a nível nacional aqui na cidade, faz-se história, e juntar a Marinha do Tejo, a Armada Portuguesa, e ter como anfitriã a SCUPA, é fazer o pleno”. Nuno Canta mostrou-se ainda embevecido com este evento, referindo que “acolhimento de entidades”, e acabou por fazer “a ponte”, lembrando que “juntar parceiros de preservação do rio e as tradições dos rios, e enaltecer o Dia dos Centros Históricos, é trabalhar os valores e a história da terra, representando mais uma vez a afirmação da cidade do Montijo”.

O Diário do Distrito deixa-lhe algumas imagens que fazem parte da história não só da cidade montijense, antiga “Aldeia Galega”, como também deste ato simbólico que significa do arranque do “Ano Náutico 2022”.


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