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MONTIJO – Distinções à Adega de Pegões entregues no Dia do Enoturismo

O Museu Agrícola da Atalaia recebeu na tarde deste domingo, Dia do Enoturismo, a cerimónia de entrega dos prémios do Concurso La Selezione del Sindaco à Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões, que na edição deste ano recebeu um total de 20 medalhas (3 delas de prata, as restantes de ouro e ainda a Grande Medalha de Ouro atribuída ao Vinho Colheita Selecionada Tinto – 2015).

“A Adega de Pegões foi a que mais prémios arrecadou ao nível europeu neste concurso, e também a que teve mais produtores premiados ao mesmo nível”, referiu José Arruda, Secretário-Geral da Associação de Municípios Portugueses de Vinho (AMPV), que explicou depois os princípios da rede de cidades do vinho, “que terá a direção portuguesa até ao ano de 2021, porque fomos reeleitos para mais três anos”.

Ao concurso internacional “concorreram 1300 vinhos e Portugal apresentou 209, tendo arrecadado um total de 111 prémios, e o mais premiado foi um moscatel da península de Setúbal. Em suma, demos uma ‘abada’ ao maior produtor de vinho do mundo, que é a Itália”.

Depois de agradecer o trabalho dos produtores da Adega de Pegões e a parceria “com esta nova equipa da Câmara Municipal, sobretudo o empenho da vereadora Sara Ferreira”, José Arruda deixou ainda “um desafio ao município do Montijo para promover e candidatar-se a um pojecto de enoturismo e gastronomia”.

José Arruda explicou ainda que “o nome deste concurso vai ser alterado, passando a denominar-se ‘Concurso das Cidades do Vinho’ e passará a realizar-se rotativamente pelos países que nele participam”.

Emocionado, Mário Figueiredo, presidente da Administração da Adega Cooperativa de Santo Isidro de Pegões, agradeceu as palavras e considerou “um orgulho para a Adega e em especial para os seus produtores. Estes prémios são também o sinal de que algo tem estado a ser feito bem pela região e em prol da vitivinicultura. Temos evoluído bastante, desde os anos em que o vinho se dividia apenas em branco e tinto, mas ainda há trabalho a fazer, para produzir mais e melhor, e para permitir também à Adega pagar melhor aos seus produtores.”

Para Nuno Canta, presidente da Câmara Municipal, “esta é sobretudo uma cerimónia de reconhecimento do mérito aos que fazem da cultura do vinho e da vinha a sua vida. E a Adega de Pegões é disso exemplo, ao longo dos seus sessenta anos”.

O edil agradeceu à AMPV “que embora com uma equipa pequena muito têm trabalhado, com vontade e coragem” e a Mário Figueiredo “uma figura de um ‘velho vitivinicultor’, termo que uso pela sua experiência, que apreendeu a nossa cultura e a forma de ser montijense.

O Montijo tem uma história ligada ao vinho e à vinha, mas não apenas no aspecto material, mas também imaterial, até porque para a sua produção contribui a Ciência mas também a Sabedoria Popular. E são esses saberes que enriquecem os vinhos da Adega de Pegões, agora reflectida nos prémios que tem vindo a receber, e que também transportam para o mundo.”



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