A líder do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, diz estar “perplexa” com o anuncio da assinatura do acordo para o novo aeroporto do Montijo sem se conhecer a profundo o estudo de impacto ambiental.

Foi a norte de Portugal que Catarina Martins (BE) manifestou o seu desagrado quanto ao anuncio do Governo em assinar já na próxima terça-feira o acordo com a ANA – Aeroportos de Portugal para a instalação do novo aeroporto no Montijo sem ser conhecido um estudo de impacto ambiental.

“Temos duas certezas e uma enorme perplexidade. A perplexidade é o Governo avançar sem se conhecer de forma exaustiva o estudo de impacto ambiental e o que é que diz, o que recomenda e o que se pode ou não fazer numa zona de estuário do Tejo que tem ecossistemas que devem ser protegidos”, disse Catarina Martins em declarações aos jornalistas.

Para a coordenadora do BE é uma “precipitação enorme” que o acordo entre o Governo e a ANA – Aeroportos de Portugal tenha data marcada sem que o estudo de impacto ambiental seja do conhecimento de todos.

“Decisões de curto prazo, sem acautelar o longo prazo, podem sair caríssimas ao país. Quem esperou tanto por uma solução, se calhar demais, fazia bem em aguardar pelo estudo de impacto ambiental”, afirmou.

Para a bloquista é importante que haja uma solução urgente para a alternativa do aeroporto de Lisboa, mas soluções ponderadas, apontando o dedo ainda à privatização da ANA, que para a coordenadora do BE foi um “erro enorme privatizar a ANA”.

“Porque faz com que estejamos nas mãos do interesse privado e não nas mãos do que deveríamos estar, que é a estratégia pública e o interesse público”, concluiu.

Noticia de assinatura de acordo apanha todos de surpresa

 Foi com alguma surpresa que o anuncio da assinatura do acordo entre o Estado e a ANA – Aeroportos de Portugal chegou a vários organismos locais e nacionais. Segundo a Lusa a assinatura está marcada para a próxima terça-feira, dia 8 de janeiro, na Base Aérea do Montijo, a cerimónia está marcada para as 15:00, com a presença do primeiro-ministro, António Costa, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, do chairman e CEO da VINCI, Xavier Huillard, e do presidente da VINCI Aireports, Nicolas Notebaert.

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