Montijo aprovou transferência de competências para a AML

Reunião de Câmara no Montijo discutiu descentralização e obras de reabilitação urbana

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Na reunião camarária desta semana no Montijo foi aprovado o acordo prévio do município sobre a transferência de competências para os municípios da Área Metropolitana de Lisboa em 2019, com Nuno Canta a afirmar que “a Câmara Municipal não irá atrasar no tempo a recepção destas competências porque consideramos muito importante estar na linha da frente neste processo, o que nos irá permitir ter mais tempo para a restruturação que será necessária nos serviços”.

A reunião iniciou-se com a intervenção do vereador João Afonso (PSD) que criticou as obras no edifício do Pátio d’Água, citando as declarações do arquitecto Guilhermino Fonseca num jornal local, e acusou que “o presidente omitiu factos relevantes a esta Câmara Municipal”.

Nuno Canta contrapôs as declarações do vereador, considerando que estas se baseiam “numa demagogia ignorante” e referindo que “fez disto um festival mediático e político, quando não devia usar os jornais para essa luta política. Nos processos das autarquias há muitas opiniões divergentes sobretudo na questão urbanística e no caso do arquitecto Guilhermino Fonseca, este já trabalhou na autarquia e em muitos assuntos teve uma posição contrária ao que se decidia.”

Relembrou depois que “durante anos não tivemos revitalização do meio urbano antigo, e só em 2014 foi criado um instrumento que permite que os proprietários tenham benefícios na revitalização, com o apoio da CDU e do PSD, com um enorme sucesso, o que está agora a perturbar eleitos como o senhor vereador João Afonso e outros que querem incrementar a ideia de que há proprietários a serem beneficiados. Com base nisso pedimos um parecer à Professora Fernanda Paula Oliveira sobre o que é ou não reabilitação urbana e tudo ficou claro como água.”

Nuno Canta acusou depois o vereador social-democrata de fazer política com “queixas recorrentes para o Ministério Público e até com denúncias anónimas”, o que levou João Afonso a exigir explicações sobre essa acusação, explicando o presidente que “fui chamado a depor na PSP e vi o texto da queixa anónima é praticamente igual às suas declarações sobre o assunto”.

João Afonso reforçou que “o presidente falou mas não explicou nada sobre a informação que não deu à Câmara Municipal”, e frisando que “as minhas intervenções são no sentido de defender os eleitores e não clientelas”.

O vereador Carlos Almeida (CDU) frisou que “depois de 1 hora e 15 minutos de discussão sobre esse assunto, o que está em causa é que esta questão seja devidamente esclarecida”.

Na sua intervenção o vereador comunista leu uma declaração política sobre a procura de casos políticos na gestão local, criticando depois a gestão municipal no Montijo e colocou depois algumas questões sobre a aplicação de fundos comunitários e as candidaturas do município ao Portugal 2020.

A vereadora Clara Silva (PS) interveio para lamentar os números que dão conta de nove femicídios em Portugal, “mais do que uma questão legal, é também uma questão cultural que tem de ser mudada, matéria em que estamos a ter um retrocesso”.

No período aberto à população, interveio Fernanda Beatriz elogiando “as coisas bem feitas no Montijo, como os arranjos na zona ribeirinha” mas lamentou a falta de decoração da Rua José Joaquim Matos e outros pormenores como falta de contentores e propôs um plano de turismo para os restaurantes do concelho.

Seguiu-se Fernando Eusébio, do Futebol Clube ‘O Areias’, que solicitou a colocação de um piso sintético “promessa de vários anos, e porque não temos piso, não temos actividade há dois anos, porque os miúdos não querem jogar lá” e explicou também que o clube está a funcionar sem direção “por vários motivos”.

Mário Baliza chamou a atenção para as necessidades do grupo ‘Os Comilões’, com Nuno Canta a responder que essa questão não está esquecida.

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