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Militares russos desertam e Putin envia ‘esquadrões de execução’

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O baixo moral das tropas russas, após um mês de invasão à Ucrânia, terá levado Putin e o Kremlin a enviar ‘esquadrões de execução’ para abater todos os soldados que pretendam desertar, depois de terem sido dadas ordens semelhantes aos comandos dessas tropas.

A informação é avançada pelo jornal ‘The Mail Online’, que cita serviços de segurança da Ucrânia, os quais alegam que os prisioneiros de guerra contaram sobre esta táctica praticada pelos superiores.

Outro aspecto que os soldados refeririam foi o envio de tropas da Chechénia com o fim específico de impedir as deserções ou capturar soldados que deixaram as suas unidades.

Os ‘esquadrões de execução’ foram usados durante a governação de Estaline na Segunda Guerra Mundial e são outro sinal da situação em que se encontra o moral entre as tropas de Moscovo.

Desde que a invasão russa começou em 24 de fevereiro, as Forças Armadas ucranianas divulgaram vídeos de prisioneiros russos que dizem ter escolhido desistir em vez de continuar a lutar.

Os militares russos também receberam mensagens com textos onde são dadas instruções de como se podem render, e vários parecem estar a optar por essa solução, conforme declarações de Victor Andrusiv, conselheiro do ministro da Administração Interna da Ucrânia.

«Durante algumas semanas, a Polícia Nacional identificou os telefones usados pelos russos. Estes são números da Ucrânia. Nestes telefones enviamos regularmente sms como render e entregar o equipamento.»

Um dos militares russos aceitou e Victor Andrusiv, conselheiro do Ministério do Interior da Ucrânia, conta como tudo se passou.

«Há alguns dias, ‘Misha’ chamou-nos. Entregámos a informação sobre ele ao GUR MO. Ele estava determinado a arranjar um lugar para dirigir. Ele parou. Do drone eles certificaram-se de que era ele mesmo e não é uma emboscada. Depois disso, as forças especiais o detiveram. Aconteceu que só sobrou um do pessoal do tanque, o resto escapou para casa. Ele não via objetivo nesta guerra.

‘Misha’ disse que quase não há comida, a gestão militar está caótica e praticamente ausente. A desmoralização é colossal.»

Cerca de 40.000 soldados russos foram mortos, feridos, feitos prisioneiros ou estão desaparecidos na Ucrânia, segundo dados da NATO.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte calcula o número com base em informações fornecidas por autoridades ucranianas e informações obtidas oficialmente na Rússia, e estima que entre 7.000 e 15.000 soldados russos foram mortos desde que a invasão começou em 24 de fevereiro.

A Rússia iniciou a invasão com cerca de 190.000 soldados e desde então teve de recorrer a tropas adicionais oriundas da Chechénia, Síria e outros locais.

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