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Militares da GNR sob ameaça levam ao fecho de porta nos postos

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A GNR está a temer «represálias» pela morte de um indivíduo de 43 anos, que ocorreu após a troca de tiros com militares desta autoridade em Fernão Ferro, Seixal, e emitiu ontem uma ordem interna onde avisa que «os postos territoriais devem manter-se de porta fechada».

Segundo a nota assinada pelo Comandante do Comando Operacional da GNR, tenente-general José Manuel Lopes dos Santos Correia, «as patrulhas devem fazer uso obrigatório de colete balístico e todas as intervenções policiais devem ser comunicadas e devidamente providas de especial cuidado e segurança».

Em causa estão alegadas ameaças realizadas pela comunidade familiar da vítima mortal, Miguel Abreu, de 43 anos de idade e residência em Santana, Sesimbra, que era procurado pela GNR para cumprir a pena de prisão a que foi condenado pelo tribunal de Setúbal, por roubos, há cerca de dois anos.

No entanto, o homem nunca se entregou às autoridades e na sequência de uma série de outros roubos, em Benavente e Coruche, os militares do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) deste concelho recolheram informações que apontavam que o homem estaria no concelho do Seixal.

O homem foi abordado por um militar do NIC e outro guarda, quando faziam uma operação de vigilância ao suspeito e decidiram dar cumprimento ao mandado, no estacionamento de um supermercado em Fernão Ferro.

No entanto, logo que se identificaram, Miguel Abreu terá puxado de uma arma e disparado sobre eles, gerando-se uma troca de tiros. Um guarda ficou com uma bala cravada no colete balístico e foi atingido por outra no abdómen. O segundo foi atingido com um tiro numa perna.

O suspeito levou um tiro, fatal, na traqueia, enquanto a mulher que o acompanhava foi alvejada e sofreu ferimentos ligeiros numa perna.

Segundo a nota que foi enviada para os militares pelo Comando, «a informação faz referência a três viaturas de cor branca tipo furgão com vários indivíduos armados e os indivíduos terão estado concentrados nas imediações da residência do indivíduo que faleceu no incidente, e que se ausentaram para parte incerta».

Também alguns grupos e perfis das redes sociais, ligadas às forças policiais, alertaram com mensagens para a possibilidade de ‘vinganças’ sobre os militares da GNR.


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