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Política

Militantes do Chega querem destituição de Cristina Rodrigues como assessora parlamentar

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Cristina Rodrigues, ex-deputada eleita pelo PAN – Pessoas, Animais, Natureza pelo distrito de Setúbal, e que a meio do mandato saiu do partido continuando como deputada não-inscrita no Parlamento, anunciou há poucos dias que iria passar a trabalhar na assessoria jurídica do grupo parlamentar do Chega.

E se as reações não se fizeram esperar, sobretudo dos militantes e simpatizantes do PAN, eis que a decisão também não colhe a aceitação de todos os que estão ligados ao Chega.

Assim, foi lançada uma petição online, que conta com 62 assinaturas, em que «os militantes do CHEGA, alguns dos quais eleitos para órgãos autárquicos, vêm junto de V. Ex.ª (não identificando a quem é dirigida) solicitar a não assunção de funções, ou a destituição imediata de Cristina Rodrigues, ex-deputada do PAN, da função de assessora parlamentar do CHEGA.»

O texto da petição refere que «não conseguimos compreender como é que pode ter sequer sido posta em equação o nome desta senhora. Poderá algum deputado do nosso partido ser assessorado de modo regular por uma pessoa que, sem nunca se ter publicamente retratado, defende causas diametralmente opostas às nobres causas do CHEGA?».

E as críticas à ex-deputada prosseguem: «onde o CHEGA luta pela dignidade da pessoa humana, Cristina Rodrigues combate pela liberalização do aborto e da eutanásia; onde o CHEGA luta pelo êxito do mundo rural e por um ecologismo maduro, aquela senhora luta pela proibição das corridas de touros e pelos supostos direitos dos animais, numa demonstração de infantilidade doutrinária; onde o CHEGA luta pela valorização e apoio da família, no respeito da autonomia e anterioridade desta em relação ao Estado, Cristina Rodrigues luta pela oposição das pessoas dentro de cada família, ansiando pela rápida intervenção do Estado em eventuais diferendos familiares.»

Para os peticionários «não consideramos atendível a justificação de que Cristina Rodrigues prestará apenas um serviço técnico-jurídico. Ainda que a justificação correspondesse à verdade, repudiamos igualmente a opção, pois nada queremos aprender de quem tem como objetivos de vida a destruição dos superiores e perenes valores da civilização.

Parece-nos incrível que não se tenha encontrado um jurista competente dentro do partido, ou pelo menos na área política próxima do CHEGA para o desempenho de funções de assessoria parlamentar.»

Ainda segundo os peticionários «a entrada de Cristina Rodrigues na vida diária parlamentar do CHEGA será para os eleitores um sinal muito negativo, um sinal de substituição do partido dos “portugueses de bem” pelo partido das escolhas arbitrárias e não fundamentadas».

E deixam um aviso «a manter-se a opção do nome Cristina Rodrigues para a função de assessora, o descontentamento interno do partido aumentará significativamente, a imagem externa do partido será gravemente afetada (pelas observações que muitos amigos nos têm enviado), a angariação de militantes sofrerá uma inversão de tendência, a segurança e confidencialidade dos trabalhos dos deputados do CHEGA estará sempre sob perigo.»

Por todos os motivos apresentados, os peticionários solicitam «uma imediata marcha-a-trás na nomeação de Cristina Rodrigues para o desempenho das funções de assessoria parlamentar do CHEGA».


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