Cantinho da BicharadaMundo

Milhares de animais desaparecidos das ruas no Qatar

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O país está agora nas ‘bocas do mundo’ devido ao Mundial de Futebol, mas também têm sido muitas as vozes e até actos das equipas participantes que tentam alertar para a situação dos direitos humanos neste país muçulmano.

Para além destes problemas, as ONG de direitos e proteção de animais estão a alertar para o facto de que milhares de gatos e cães errantes foram retirados de ruas do Qatar antes do início do Mundial, sem que consigam obter resposta por parte das entidades sobre o destino destes.

Ao jornal brasileiro ‘A Folha’ uma das entidades afirmou que apenas o Ministério do Ambiente pode dar um número exato de quantos gatos e cães foram retirados das ruas, mas pela estimativa destes é de que terão sido cerca de cinco mil cães e um número ainda maior de gatos, capturados pelo departamento de controle de pestes.

A agravar esta situação, as ONG referem que não existem centros de recolha para gatos e os defensores dos animais não conseguem obter permissão para entrarem nos canis oficiais, nem conseguem saber para onde foram levados os gatos que deambulavam pelas cidades que recebem o Mundial.

O jornal tentou obter alguma resposta do Ministério do Ambiente, mas este remeteu-se ao silêncio.

A esta situação soma-se o facto de que as organizações de proteção de animais do Qatar não serem legalizadas porque, à semelhança do que acontece em praticamente todo o mundo, estas sobrevivem através de doações, o que é proibido pelas leis do Qatar.

A única entidade protetora dos animais que funciona legalmente na região é a Paws Rescue Qatar, mas esta encontra-se registrada no Reino Unido e é dirigida por ingleses, que agora temem ser deportados caso venham a comentar publicamente o desaparecimento dos animais.
Vários elementos das organizações do Qatar têm vindo também a receber ameaças por tentarem obter informação sobre o destino dado aos animais.

No Qatar é necessária uma licença do Governo para ter animais de estimação em casa, e os cães, que em algumas das linhas de pensamento muçulmano são considerados como ‘animais impuros’, não são permitidos em locais públicos, e ainda há 14 raças banidas no país, entre elas boxer, buldogue, doberman e rottweiler.

Antes do Mundial, a quantidade de gatos errantes, sobretudo em Doha, surpreendia os turistas porque, nas zonas urbanas, estavam presentes em todos os locais, onde eram alimentados pelos visitantes e era mesmo comum que o trânsito parasse para permitir a passagem de grupos de gatos.

Essa imagem agora, segundo os activistas ao jornal, já não existe.


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