Economia

Metro dinamarquês com tecnologia Efacec

Empresa portuguesa finalizou obra de 50M€ no metro ligeiro de Odense A Efacec concluiu o projecto do metro ligeiro de Odense, na Dinamarca, cuja componente eletromecânica desenvolveu na íntegra, num contrato de 50 milhões de euros, apresentado como “um dos maiores de engenharia portuguesa na mobilidade sustentável”

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A Efacec concluiu o projecto do metro ligeiro de Odense, na Dinamarca, cuja componente electromecânica desenvolveu na íntegra, num contrato de 50 milhões de euros, apresentado como “um dos maiores de engenharia portuguesa na mobilidade sustentável”.

Inaugurado cinco anos após a adjudicação a um consórcio constituído pela Efacec e pelas espanhola COMSA e dinamarquesa MUNCK, o metro ligeiro de Odense é destacado pela empresa portuguesa como “um dos maiores projectos de engenharia nacional, bem como o mais complexo e abrangente ao nível de aplicação de valências, realizado a nível internacional na área da mobilidade pela Efacec”.

“É um projeto notável e emblemático que moldará o futuro de Odense, com soluções integradas nos campos da energia, mobilidade e ambiente, com a conectividade digital presente, áreas core [centrais] da Efacec”, enfatiza a empresa.

Iniciado em junho de 2017, o projeto do metro de Odense contempla 14 quilómetros de linha, 26 estações de superfície, um centro de comando, 16 veículos e 56 cruzamentos, prevendo-se que transporte diariamente 35.000 passageiros.

De acordo com a empresa portuguesa, o projecto do metro ligeiro de Odense é o que, em todo o seu portfólio, “integra o maior número de sistemas e valências made by Efacec”, desde as subestações de tração à catenária, sinalização ferroviária, comunicações, informação ao público, videovigilância, telefonia, sistema de localização de veículos e centro de controlo.

A equipa da Efacec envolvida no projecto contou com mais de 150 colaboradores das unidades de negócio de Transportes, Automação e Transformadores e Aparelhagem. No total, estiveram envolvidas, entre parceiros e fornecedores, 214 empresas de 16 países.

“A Efacec foi responsável por desenvolver e instalar a componente electromecânica do projecto, tendo a sua tecnologia sido integrada em todos os sistemas de energia, telecomunicações, sinalização e centros de comando”, detalha a empresa portuguesa em comunicado.

O comunicado diz ainda que, “adicionalmente às exigências típicas de um projecto com as características das do metro ligeiro de Odense, de elevada complexidade e sofisticação tecnológica, a Efacec teve de dar resposta aos mais diversos desafios durante a fase de implementação do projecto”, desde “a execução em plena crise pandémica da covid-19, até à resolução de condicionantes de circulação de pessoas e de trânsito (viaturas e bicicletas) no decurso da obra, numa cidade sem experiência de convivência com um sistema de metro”.

Citado no comunicado, o presidente executivo (CEO) da Efacec, Ângelo Ramalho, considera que “a inauguração do metro ligeiro de Odense é mais uma evidência da competitividade tecnológica da Efacec e da capacidade de execução das suas equipas, nos mais diversos ambientes”. Esta obra é “uma montra dos produtos e soluções de mobilidade sustentável” da empresa e “um projecto referência que potenciará novas oportunidades, nomeadamente ao nível da participação em outros concursos internacionais”.

Ângelo Ramalho acrescenta que o Metro Ligeiro de Odense “é um projecto emblemático na área da mobilidade e é um showroom vivo das diversas competências tecnológicas necessárias à execução de um projecto desta natureza. Todas desenvolvidas e entregues pela Efacec”.

O diretor da Unidade de Transportes da Efacec, Pedro Pinto, reforça no comunicado que a empresa é, “a nível nacional, a única com as competências em todas as vertentes tecnológicas exigidas pelo projecto”, salientando que “para a sua conquista foi essencial o sucesso no metro de Dublin e de Bergen, assim como de outros projectos emblemáticos na área da mobilidade inteligente e sustentável desenvolvidos pela Efacec no mercado nacional e internacional”.

A experiência da Efacec no fornecimento de sistemas electromecânicos para metros e metros ligeiros remonta há mais de 25 anos, tendo-se iniciado com o fornecimento de subestações para o metro de Lisboa.

“Dessa data até ao momento, os projectos foram-se sucedendo”, refere a empresa, recordando que, “em 1997, teve uma participação muito significativa na construção da rede do metro do Porto, a que se seguiram múltiplos projetos semelhantes em diversas geografias: Messina (Itália), Tenerife e Cádiz (Espanha), Argel, Oran e Constantine (Argélia), Nottingham (Reino Unido), Rio de Janeiro (Brasil), Dublin (Irlanda) e Bergen (Noruega)”.

Com actividade nos setores da energia, mobilidade e ambiente, a Efacec actua como fornecedor de soluções e de sistemas integrados EPC (Engineering, Procurement and Construction) e parceiro de serviços O&M (Operations & Maintenance), estando presente em mercados estratégicos como a Europa, EUA, América Latina, Ásia, Médio Oriente, Magrebe e África Subsariana.

“Tal como projectos anteriores foram impulsionadores para a conquista deste projecto, outros projectos surgirão pelo sucesso e participação da Efacec no metro ligeiro de Odense”, acredita Pedro Pinto.

Actualmente, a Efacec está a participar na construção da fase 4 do Metro de Bergen (Noruega), da Linha Sydavnen do metro de Copenhaga (Dinamarca) e, da extensão da Linha Amarela e nova linha circular do metro do Porto (Portugal). A Efacec está também atenta à potencial expansão do projecto do metro ligeiro de Odense, que poderá ser decidido dentro de dois anos e, ao mercado do norte da Europa, para desenvolver outros projectos.

Em declarações à agência Lusa, o diretor da Unidade de Transportes da Efacec, Pedro Pinto, refere que a empresa admite concorrer a novas linhas do metro ligeiro de Dublin, na Irlanda, onde a Efacec participou na construção da primeira linha, em 2004. Suécia e Finlândia são outros dois mercados em relação aos quais a Efacec está alerta para a construção de metros de superfície.

A Efacec está em pleno processo de venda à portuguesa DST SPGS, tendo o ministro da Economia, António Costa Silva, dito recentemente que esperava finalizar o negócio até ao final de Junho, no âmbito da reprivatização da empresa.

A Unidade de Transportes da Efacec teve uma contribuição de 37 milhões de euros para a facturação global de 216 milhões do grupo, em 2020. De acordo com Pedro Pinto, esta unidade poderá via a ganhar um novo fôlego com a venda da empresa ao grupo de engenharia e construção DST.

O metro de Bergen

Depois de ter estado envolvida nas fases 2 e 3 do projeto, a Efacec dá também o seu contributo para o desenvolvimento do metro ligeiro de Bergen, cuja fase 4 levará à expansão do metro em mais 10 quilómetros. 

Este é um  um contrato que abrange o design completo de todos os sistemas de sinalização e telecomunicações, incluindo comunicações de voz e dados, sistema de rádio, informação pública, videovigilância e detecção de intrusão, localização de veículos, gestão de tráfego e sistema de prioridade e expansão do Centro de Controlo existente, baseado no produto EfaRail.

O metro de Copenhaga

No caso do Metro de Copenhaga, trata-se de um projeto de 24 milhões de euros, com a Efacec a integrar um consórcio com uma empresa austríaca.


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